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Como aliciadores seduzem jovens no oeste para tráfico internacional

20 out 2026 às 12:31

Antes da promessa de viagens pelo mundo e de altos ganhos financeiros, existe o primeiro contato. O caso da cascavelense presa em Bali, na Indonésia, transportando cocaína líquida, traz um diagnóstico sobre a forma de acesso ao crime de tráfico internacional de drogas.

 

O advogado Gustavo Paiva, um dos profissionais nomeados pelo Ministério da Justiça para acompanhar brasileiros presos no exterior, esclarece que os criminosos escolhem as pessoas, analisam o perfil e a partir daí é iniciado o aliciamento para recrutar as “mulas do tráfico”, como são conhecidas.

 

“O primeiro contato hoje, provavelmente, acontece através de rede social. Uma simples curtida, uma simples mensagem no Whatsapp, ou até mesmo uma rede de relacionamentos propiciam este contato”, explica.

 

Durante esta conversa, os criminosos identificam vulnerabilidades das pessoas escolhidas e usam estas informações para convencer as vítimas: “A partir de uma questão financeira, social ou até mesmo emocional, tem-se a porta de entrada para uma tratativa, onde são oferecidas recompensas financeiras, promessas de viagens, entre outras coisas”, coloca.

 

De acordo com o profissional, o estado do Paraná tem sido uma rota de cooptação e aliciamento dessas chamadas mulas do tráfico: “No oeste do estado temos um aumento significativo de aliciamentos dessas mulas”, esclarece.

 

As leis para o crime de tráfico de drogas variam para cada país onde o delito é cometido. As penalidades vão desde punições mais brandas até penas de morte.

 

 

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