Depois de quase três anos da autorização da Câmara de Vereadores, a concessão do Hospital de Retaguarda Allan Brame Pinho, em Cascavel, começa a sair do papel. A Prefeitura publicou o edital de licitação que vai definir a empresa responsável pela gestão da unidade.
A licitação tem valor mínimo de R$ 7,8 milhões e está marcada para o dia 14 de maio. Atualmente, o hospital é mantido financeiramente pelo município e administrado pelo Consamu.
Com a nova modalidade, a expectativa é de redução de custos para os cofres públicos, já que hoje são repassados cerca de R$ 3 milhões por mês para a manutenção da unidade. Com a concessão, a empresa vencedora ficará responsável pela administração e também pelos custos do hospital.
Apesar da mudança na gestão, o atendimento seguirá sendo 100% pelo SUS, garantindo o acesso gratuito à população.
O contrato prevê ainda que a empresa responsável faça investimentos anuais na unidade, incluindo reformas, aquisição de equipamentos e contratação de profissionais.
Além disso, o município também deve realizar investimentos diretos para melhorar a estrutura e agilizar o atendimento à população, um dos pontos atualizados no novo edital.
O projeto de lei que autorizou a concessão foi aprovado em 2023, em duas votações na Câmara. O contrato terá duração de 10 anos, com possibilidade de prorrogação por mais uma década.
Caso haja empresa vencedora, a previsão é de que a gestão seja assumida após a conclusão das obras de melhorias, previstas para o mês de junho.
Agora, a expectativa gira em torno do andamento do processo e dos impactos que a mudança pode trazer para o atendimento na rede pública de saúde em Cascavel.