A defesa dos quatro homens presos preventivamente sob a suspeita de torturar e matar Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, manifestou-se publicamente pela primeira vez. De acordo com o advogado Arthur Travaglia, os investigados admitem ter agredido a vítima dentro de um apartamento na avenida Celso Garcia Cid, na zona leste de Londrina, mas negam qualquer responsabilidade pela queda do jovem do 14º andar do edifício.
O crime ocorreu na última sexta-feira (14) e teria sido motivado pela suspeita de furto de uma câmera fotográfica. Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná, a vítima sofreu sessões de tortura e agressões físicas antes de cair do prédio.
A defesa informou que aguarda a conclusão das perícias oficiais para formalizar sua tese no processo. Entre os documentos pendentes está o laudo do exame toxicológico, que deve esclarecer se substâncias medicinais apreendidas no imóvel foram utilizadas para sedar ou dopar a vítima antes do episódio.
Com o término do prazo inicial do inquérito policial previsto para esta sexta-feira (21), o delegado responsável pelo caso confirmou que solicitará à Justiça Criminal a prorrogação das investigações. O pedido é motivado pela necessidade de anexar os laudos da Polícia Científica do Estado do Paraná, considerados imprescindíveis para o relatório final e oferecimento de denúncia pelo Ministério Público. Os quatro suspeitos permanecem detidos no sistema prisional do município.