Moradores do Jardim Califórnia, do Residencial Nova Conquista e de bairros vizinhos, na zona leste de Londrina, enfrentam um problema que parece não ter fim: o descarte irregular de lixo e entulhos em vias públicas e áreas de fundo de vale.
Mesmo após limpezas frequentes realizadas pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), os resíduos voltam a aparecer poucos dias depois, gerando revolta e sensação de abandono entre os moradores.
Uma das áreas mais afetadas fica em frente ao Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Nova Conquista, onde recentemente equipes da CMTU haviam realizado uma limpeza completa. No entanto, segundo moradores, novos descartes foram feitos durante a madrugada poucos dias depois da retirada dos materiais.
Cansada da situação, a moradora Ângela de Morais decidiu ajudar na limpeza do local. Ela passou a varrer calçadas e recolher resíduos em sacolas, enquanto cobra mais conscientização da população.
O ponto mais crítico da denúncia está localizado próximo a um fundo de vale, onde pessoas estacionam veículos para despejar resíduos diretamente em um barranco. Entre os materiais encontrados estão restos de construção civil, latas de argamassa, massa corrida e diversas telhas de amianto, material considerado altamente tóxico.
Segundo os moradores, os resíduos deslizam pela encosta e acabam atingindo o Ribeirão Cambé, em uma área verde próxima ao Parque Municipal Arthur Thomas. Na Rua Capitão João Busse, outro ponto afetado pelo problema, a CMTU precisou utilizar tratores para remover o lixo acumulado. Mesmo assim, a sujeira voltou rapidamente.
De acordo com relatos da comunidade, grande parte do lixo é despejada por pessoas de outras regiões da cidade e pequenos transportadores irregulares. Diante da reincidência, moradores do Residencial Cambezinho afirmaram que vão intensificar a vigilância na região. A intenção é registrar em vídeo os veículos e os responsáveis pelos descartes clandestinos para encaminhar as imagens à fiscalização e também à imprensa.
A comunidade cobra punição rigorosa aos responsáveis pelos despejos ilegais, classificados pelos moradores como um verdadeiro crime ambiental.