A pouco mais de um mês do dia da votação, a definição do voto ainda divide os eleitores em Cascavel, no Oeste do Paraná. Em levantamento de rua realizado pela reportagem, munícipes relataram oscilar entre a indecisão e a análise prévia do perfil dos postulantes a cargos públicos, apontando atributos como honestidade, capacidade técnica e compromisso com o envio de verbas orçamentárias para a região como critérios centrais de escolha.
Paralelamente às demandas por propostas locais, a disseminação de conteúdos apócrifos e desinformação surge como desafio central do processo eleitoral. O avanço das plataformas digitais alterou a dinâmica das campanhas, migrando o material sem autoria declarada — antigamente restrito a panfletos impressos — para as redes sociais e aplicativos de mensagem.
O presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Cascavel, Alexander Beilner, orienta que a verificação de dados é indispensável para combater a circulação de notícias falsas. A recomendação da entidade é que o eleitor priorize plataformas oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), como o sistema DivulgaCandContas, além do horário gratuito de propaganda no rádio e na televisão.
Nas próximas semanas que antecedem o pleito, a tendência é que os eleitores indecisos intensifiquem a consulta aos programas de governo para consolidar a escolha nas urnas, etapa considerada pelas entidades de classe como decisiva para a representatividade política regional nos próximos anos.