A falta de chuva nas últimas semanas tem preocupado produtores do Paraná e colocado em risco o desenvolvimento do milho safrinha, especialmente na região Oeste do estado.
O milho tenta se desenvolver no campo, mas sem um recurso fundamental para a planta: a água. O solo seco e os baixos volumes de chuva registrados nos últimos 30 a 40 dias têm dificultado o crescimento das lavouras.
O acompanhamento das condições da safra é feito pelo Simepar, por meio do sistema Simeagro, que já aponta impacto da seca em parte da região.
O problema não é apenas a falta de chuva, mas também o momento em que ela ocorre. O milho safrinha, que é plantado logo após a colheita da soja, entra agora em uma fase importante do desenvolvimento. Sem água suficiente nesse período, o potencial de produção pode cair ainda antes da fase de colheita.
Segundo levantamento divulgado nesta semana pelo Deral, o Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura do Paraná, ainda é cedo para calcular possíveis perdas. Mesmo assim, os técnicos já observam sinais de estresse hídrico nas plantas.
A preocupação é maior nas lavouras mais novas, como as áreas plantadas em fevereiro. Esse é o caso do produtor Rosel, que acompanha de perto a situação da própria plantação e espera pela chegada da chuva.
No campo, a expectativa agora está no céu. Produtores aguardam que as próximas precipitações venham em quantidade suficiente para ajudar no desenvolvimento das lavouras e garantir a produtividade do milho safrinha.