Na madrugada do último dia 25 de julho, uma colisão entre dois carros no cruzamento das ruas Ulrico Zuinglio e Eurico Hummig, na Gleba Palhano, na Zona Sul de Londrina, voltou a acender o alerta sobre a segurança viária na região. Com o impacto, um terceiro veículo que estava estacionado acabou atingido na traseira.
O carro pertencia ao empresário Moyses Caldarelli, proprietário de um food truck no local desde o início do ano. Ele relata que episódios como esse deixaram de ser casos isolados na via.
"Desde que comecei a trabalhar nesta região, já vi pelo menos quatro acidentes parecidos. A falta de respeito e de sinalização adequada é constante", afirma Moyses Caldarelli.
A percepção é compartilhada por quem acompanha a rotina do bairro há mais tempo. Há mais de uma década atuando como porteiro em um edifício residencial da Rua Eurico Hummig, Fábio Souza conta que a frequência de colisões no trecho é alta.
"Nesses anos todos trabalhando aqui, perdi a conta de quantos acidentes já presenciei. A situação só piora", relata o porteiro Fábio Souza.
Degradação, vandalismo e sinalização apagada
Na rotatória que conecta a Rua Ulrico Zuinglio à Rua Eurico Hummig, a infraestrutura viária apresenta severos danos. Restam poucos tachões refletivos no asfalto e as placas de indicação de direção desapareceram. Já na quadra com a Rua Caracas, parte das barreiras de concreto e das placas originais permanece de pé, mas bastante deteriorada pela ação do tempo e por atos de vandalismo.
A situação é ainda mais crítica no cruzamento da Rua Ulrico Zuinglio com a Rua Maria Lúcia da Paz. No local, a rotatória resume-se a uma pintura desgastada no pavimento. Na prática, a sinalização tornou-se "imaginária", levando motoristas a passarem direto por cima do traçado em vez de realizarem o contorno correto.
Cobrança por rotatórias de concreto
Flagrantes de conversões proibidas e desrespeito à preferencial são diários nos cruzamentos da Gleba Palhano. Diante do risco constante de acidentes e atropelamentos, moradores e comerciantes reivindicam que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) substitua a sinalização horizontal por rotatórias elevadas em concreto, à semelhança do modelo adotado em outras avenidas de Londrina.