O Jardim Botânico de Londrina está de portões fechados para a população. Uma greve deflagrada por trabalhadores terceirizados suspendeu por tempo indeterminado os serviços essenciais de manutenção, limpeza, roçagem e vigilância, deixando o parque vazio e sem atendimento ao público.
A paralisação, que teve início no último sábado, envolve 21 funcionários contratados por uma empresa terceirizada. Segundo a categoria, os atrasos nos pagamentos dos salários e o não cumprimento de benefícios trabalhistas se arrastam há vários meses, tornando inviável a continuidade das atividades.
"Nós pedimos a compreensão da população de Londrina. Infelizmente chegamos a essa situação extrema porque a empresa não nos dá nenhuma resposta nem previsão para regularizar o que nos deve", desabafa o vigilante ambiental Marcelo Ventura.
Gestão compartilhada e repasses em dia
O Jardim Botânico tem administração compartilhada entre o IAT (Instituto Água e Terra), órgão do Governo do Estado do Paraná, e a Sema (Secretaria Municipal do Ambiente de Londrina).
Em nota, o Governo do Paraná esclareceu que os repasses financeiros estaduais para a empresa prestadora de serviços estão rigorosamente em dia. A Prefeitura de Londrina informou que acompanha os desdobramentos junto ao IAT, mas ressaltou que não possui vínculo contratual ou responsabilidade direta sobre os pagamentos da terceirizada.
Atuação do MPT e falta de posicionamento
Diante do impasse e dos prejuízos aos trabalhadores e à comunidade, o caso passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que deve intervir para buscar uma mediação trabalhista.
A produção do Grupo Tarobá tentou contato com a empresa Produserv, responsável pela gestão dos trabalhadores terceirizados do Jardim Botânico, para obter um posicionamento sobre o atraso nos vencimentos, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.