A Delegacia de Homicídios de Londrina realizou uma operação nesta terça-feira (4) para investigar um assassinato que, segundo a Polícia Civil, teria ligação com o tráfico de drogas e uma organização criminosa que atua na cidade.
A ação contou com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo cinco em imóveis localizados na Vila Marísia e no Jardim Paris, na zona norte de Londrina, e outro em Foz do Iguaçu.
O endereço no Oeste do Paraná seria a residência de um homem apontado pela polícia como líder da organização criminosa investigada e suspeito de ter determinado a execução do crime.
Vítima teria descoberto esconderijo de drogas
A operação tem como alvo a investigação da morte de Bruno Gil dos Santos, de 33 anos, encontrado morto no dia 3 de fevereiro, em uma área de mata no Marco Zero, na zona leste de Londrina.
Segundo a investigação, a vítima teria descoberto um esconderijo de drogas utilizado pela quadrilha.
Conforme a suspeita da polícia, após pegar parte dos entorpecentes, Bruno teria sido morto como forma de represália.
O corpo foi localizado depois que um morador da região percebeu que o cachorro dele estava agitado e latindo de forma insistente em meio à vegetação.
Durante a perícia, a vítima apresentava um grave ferimento no crânio. Também foram encontradas roupas com marcas de sangue próximas ao corpo, materiais que foram recolhidos para análise.
Corpo teria sido levado até área de mata
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que o homicídio teria ocorrido em outro local e que o corpo foi levado posteriormente até a região do Marco Zero, onde foi encontrado.
A apuração apontou ainda que os suspeitos investigados possuem ligação com o tráfico de drogas e com outros crimes registrados na região.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, documentos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer a participação de cada envolvido.
O inquérito continua em andamento, e a Polícia Civil busca reunir novas provas para responsabilizar todos os envolvidos no homicídio.