Gustavo Cunha, padrasto de Eduarda Shigematsu, comentou a condenação de Ricardo Seide após o encerramento do julgamento nesta quinta-feira (17), no Tribunal do Júri de Maringá. Emocionado, ele afirmou que o resultado era esperado pela família e que, finalmente, Ricardo responderia pelo homicídio da filha.
Durante a entrevista, Gustavo também falou sobre o sofrimento vivido por Jéssica Pires, mãe de Eduarda, ao longo dos anos. Segundo ele, a família carregou sentimentos e esperou pelo desfecho do processo, que teve oito adiamentos. Com a decisão, ele relatou que o casal poderá dormir em paz, após lutar para que a justiça fosse feita.
Eduarda morreu em abril de 2019, aos 11 anos, e foi encontrada enterrada no quintal de um imóvel da família, em Rolândia. O julgamento terminou com a condenação de Ricardo Seide e a absolvição de Terezinha de Jesus Guinaia, avó paterna da menina.
Laudo apontou esganadura
Durante o depoimento do médico legista, o profissional afirmou que as lesões encontradas no pescoço, queixo e região cervical de Eduarda são compatíveis com esganadura. A informação foi apresentada durante a sessão e integra os elementos analisados no julgamento.
Ricardo respondia a acusações relacionadas à morte da filha e à ocultação do corpo. Já Terezinha de Jesus Guinaia, avó paterna da menina, também era ré no processo e respondia por acusações relacionadas à ocultação do cadáver e falsidade ideológica. As defesas dos dois contestaram as acusações.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 24 de abril de 2019, em Rolândia. Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi encontrada morta e enterrada no quintal da casa onde morava com o pai.
Ricardo Seide respondia por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Durante o processo, ele negava ter matado a filha, mas afirmava que havia escondido o corpo após a menina ter tirado a própria vida.
A avó paterna, Terezinha de Jesus, também respondia ao processo. Segundo o Ministério Público, ela teria ajudado a esconder o corpo, acusação negada pela defesa. Ao final do julgamento, Terezinha foi absolvida de todas as acusações.