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Horta, capoeira e leitura ajudam na ressocialização de jovens

Além das aulas regulares, jovens participam de projetos como horta, capoeira e clube de leitura durante a internação
20 ago 2026 às 20:02
Por: Portal Tarobá

Horta, capoeira, clube de leitura e aulas regulares fazem parte da rotina dos adolescentes internados no Cense II de Londrina. Os projetos têm como objetivo promover a ressocialização e oferecer aos jovens novas possibilidades para o futuro.


Ao todo, são 11 projetos desenvolvidos na unidade, além das atividades escolares pelas quais todos os adolescentes passam. A proposta é reforçar o caráter pedagógico da medida socioeducativa e ajudar os jovens a desenvolver habilidades que possam ser utilizadas também depois do período de internação.


Segundo a instituição, grande parte dos adolescentes foi apreendida por atos infracionais relacionados ao tráfico de drogas ou roubo. Eles podem permanecer no sistema socioeducativo por até três anos.


O adolescente pode ser encaminhado para uma unidade socioeducativa a partir dos 12 anos. Mesmo que o ato infracional seja cometido pouco antes de completar 18 anos, ele pode permanecer no sistema até os 21 anos, conforme as regras aplicáveis à medida.


Atualmente, o Cense II de Londrina conta com 20 adolescentes. Em todo o Paraná, são 551 jovens internados, enquanto o sistema possui 675 vagas.

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Entre as atividades oferecidas está o cultivo de verduras em uma horta. A proposta é apresentar aos adolescentes uma possibilidade de aprendizado profissional e até despertar o interesse por uma futura profissão ligada à agricultura e ao cultivo.


Além da horta, a capoeira e o clube de leitura também fazem parte dos projetos. Segundo os profissionais que trabalham na unidade, as atividades ajudam a desenvolver novas habilidades e a criar perspectivas para o futuro.


A ideia é que, ao deixar o sistema socioeducativo, os jovens estejam mais preparados para estudar, trabalhar e buscar novas oportunidades, reduzindo as chances de voltar a cometer atos infracionais.


O debate sobre a redução da maioridade penal, que tramita no Congresso Nacional, também coloca em discussão o papel das unidades socioeducativas. Para quem trabalha no Cense, a manutenção de um sistema voltado à educação e ressocialização é fundamental para a mudança de trajetória dos adolescentes.

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