Uma assistente financeira moradora de Londrina enfrenta um grave impasse contratual após tentar realizar a compra do primeiro apartamento na zona leste da cidade. Nathalia Furtado de Carvalho iniciou o processo de aquisição do imóvel há cerca de dois meses e repassou valores que chegam a R$ 44 mil a uma imobiliária local.
No entanto, segundo a compradora e o proprietário do imóvel, a empresa deixou de prestar serviços essenciais que estavam previstos no contrato, como a elaboração da escritura e o desembaraço da documentação da propriedade.
Entre os repasses efetuados pela cliente, estavam R$ 15 mil previstos para a quitação de débitos pendentes de condomínio. A falta de repasse desse montante à administração do prédio impediu a liberação do apartamento para a mudança da moradora.
Tanto a compradora quanto o antigo dono do imóvel apontam falhas graves na prestação dos serviços imobiliários. Durante a apuração da reportagem no local, a empresa efetuou a devolução de pouco mais de R$ 30 mil, mas recusou-se a restituir o saldo remanescente, sob a justificativa de que o valor retido refere-se à taxa de serviços de corretagem prestados.
A alegação é contestada pela moradora, que afirma ter verificado junto a cartórios da região que as etapas burocráticas e a regularização documental não foram efetivadas pela empresa. Os responsáveis pela imobiliária foram procurados pela reportagem, mas preferiram não gravar entrevista.
Diante dos transtornos e do impacto financeiro, a compradora registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil, contratou um novo profissional para dar andamento à negociação e informou que buscará medidas na Justiça para reaver o dinheiro pago.