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Juliane recebe alta após três meses internada por queimaduras e segue recuperação em casa

21 jan 2026 às 12:26

A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, conhecida nacionalmente após salvar familiares de um incêndio em Cascavel, recebeu alta hospitalar depois de três meses de internação. Ela estava no Hospital Universitário de Londrina, para onde foi transferida em razão da gravidade das queimaduras sofridas durante o incêndio ocorrido em 15 de outubro do ano passado, no centro da cidade.


Juliane teve 63% do corpo atingido pelas chamas no incêndio que destruiu o apartamento onde morava com a família. Mesmo gravemente ferida, a jovem protagonizou uma cena que comoveu o país: pendurada no suporte de um ar-condicionado, no 13º andar do prédio, ela conseguiu salvar a mãe e o primo, um menino de apenas quatro anos. O resgate foi registrado por moradores e rapidamente ganhou repercussão nacional.


Após o salvamento, Juliane foi retirada do local por militares do Corpo de Bombeiros, que também sofreram ferimentos durante a ocorrência. Entre eles, o sargento Migliorini, que teve queimaduras mais graves e precisou ficar internado por alguns dias, mas já recebeu alta e se recupera em casa.


Inicialmente atendida no Hospital Universitário de Cascavel, Juliane foi transferida dois dias após o incêndio para o Centro de Tratamento de Queimados de Londrina, em uma operação realizada por avião da Secretaria de Estado da Saúde. O estado clínico exigiu cuidados intensivos, e a advogada permaneceu 59 dias em coma induzido na UTI.


Juliane demonstrou evolução gradual e surpreendente. Com a retirada dos medicamentos, acordou, respondeu bem ao tratamento e iniciou o processo de reabilitação. A recuperação foi considerada positiva pela equipe médica, o que possibilitou a liberação hospitalar.


Agora, a jovem seguirá com acompanhamento médico especializado, mas poderá continuar a recuperação ao lado da família, em Cascavel.


A mãe de Juliane, Sueli Vieira, sofreu queimaduras no rosto e na perna, além de inalar grande quantidade de fumaça. Ela ficou 11 dias internada em um hospital da cidade. Já o primo, Pietro Dalmagro, teve queimaduras nas mãos e nas pernas e, por conta da inalação de fumaça, precisou ser transferido para um hospital em Curitiba, onde permaneceu internado por 16 dias.


As causas do incêndio foram apuradas pela Polícia Científica, e o laudo concluiu que o fogo não foi intencional.