Ricardo Seide foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão pela morte da filha, Eduarda Shigematsu, em julgamento encerrado nesta quinta-feira (17), em Maringá. A pena foi definida após a análise das acusações de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
A sentença estabeleceu 21 anos e quatro meses pelo homicídio, um ano e dois meses pela ocultação de cadáver e um ano pela falsidade ideológica. O homicídio foi considerado quadruplamente qualificado, com as qualificadoras de meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima, feminicídio e crime cometido contra menor de 14 anos. A soma das penas resultou na condenação de 23 anos e seis meses de prisão.
No caso de Ricardo, a confissão foi considerada um atenuante e contribuiu para a redução das penas estabelecidas. A defesa poderá recorrer da decisão, buscando a revisão da sentença ou da pena aplicada.
Ricardo está preso desde 2019. O período de prisão provisória poderá ser considerado no cálculo do cumprimento da pena, conforme decisão judicial. A avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, foi absolvida de todas as acusações, após o Ministério Público solicitar a absolvição durante o julgamento.