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Justiça analisa processo sobre negativa de atestado de acompanhante a mãe na UPA de Cambé

05 fev 2026 às 13:41

Quase dois anos após o ocorrido, segue em andamento na Justiça o processo que apura a negativa de um atestado de acompanhante a uma mãe durante atendimento médico na UPA de Cambé, no norte do Paraná. O caso envolve um menino de cinco anos, que teria sido deixado sozinho na unidade após a recusa do documento.


Na época, imagens registraram o momento em que o médico plantonista minimiza os riscos da situação e nega o pedido da mãe para permanecer com a criança durante o atendimento, o que gerou forte repercussão.


De acordo com o advogado da família, Hércules Augusto Chiararia, a ação judicial que pede indenização por danos morais já recebeu um parecer favorável do Ministério Público, reconhecendo possíveis irregularidades na conduta adotada.


Segundo a defesa, o processo agora está sob análise do Poder Judiciário e aguarda decisão do juiz responsável. Ainda conforme o advogado, o desfecho pode ocorrer por meio de sentença ou seguir por outras etapas, o que pode prolongar o andamento do caso.


Em nota, a Prefeitura de Cambé informou que o médico atuava na UPA por meio de um convênio com o Cismepar e que, após o episódio, foi solicitado o descredenciamento do profissional, que não atua mais no município.


O Cismepar também informou que o médico não presta mais serviços pelo consórcio, encerrando qualquer vínculo com a instituição.


O caso segue em tramitação e a decisão final ficará a cargo da Justiça.