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"Justiça seja feita", diz mãe de menina morta durante perseguição no Jardim Planalto

Após seis anos do crime que vitimou Luana, de 11 anos, réu enfrenta tribunal em Londrina; família espera por desfecho para amenizar dor da perda.
10 abr 2026 às 12:55
Por: Portal Tarobá

A Justiça de Londrina julga no início de maio Vitor Hugo Ferreira da Silva, acusado de matar Luana Indianara da Silva, de 11 anos, em 2020. O crime ocorreu no Jardim Planalto, quando a criança foi atingida por um disparo durante uma perseguição entre criminosos. O réu, que ficou foragido por dois anos, foi preso em 2022 e aguarda a sentença detido.


A mãe da vítima, Marciana Pereira, relata que a rotina da família foi destruída desde a perda da filha caçula. Ela buscou informações sobre o andamento do processo durante todo o período de espera pelo julgamento. "É um pecinho de quebra-cabeça que perdeu. Não se encaixa mais", descreve Marciana. Para ela, a conclusão do caso representa a chance de amenizar o sofrimento. "Que a justiça seja feita de acordo com tudo que ele fez. Porque não foi um ato sem pensar. Ele sabia o que estava fazendo."


O crime aconteceu enquanto Luana participava de um churrasco com familiares. Um homem invadiu a residência para fugir de um perseguidor armado, que efetuou seis disparos contra o portão do imóvel. Um dos tiros atingiu a lateral do corpo da menina, que morreu no local. O delegado João Reis, que atendeu a ocorrência na época, afirma que as provas são suficientes para a condenação. "Eu lembro daquele portão, as marcas do disparo no portão. Claro, quando você vê uma criança morta naquela situação, você acaba sentindo ali a dor da família", diz Reis.


A investigação aponta que o autor dos disparos agiu com dolo eventual, ao assumir o risco de matar as diversas pessoas que estavam na confraternização. "Ele viu que tinha pessoas ali. Sabia que poderia atingir uma pessoa que estava ali, mas para ele tanto faz. É um indivíduo voltado ao crime", afirma o delegado.


A defesa de Vitor Hugo Ferreira da Silva sustenta a tese de inocência por falta de provas técnicas e testemunhais. O advogado Peter Kelter afirma que não houve reconhecimento formal do acusado no processo. "Nenhuma testemunha afirma com convicção, com uma certeza necessária, de que foi ele. Não há uma prova que possa apontar essa autoria", diz Kelter. Segundo ele, a condenação de um inocente não aplacaria a dor da família pela tragédia ocorrida.

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