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Leilão de concessão do Parque Nacional do Iguaçu em Foz do Iguaçu é realizado hoje

22 mar 2022 às 12:52

O Ministério do Meio Ambiente realiza hoje o leilão do projeto da concessão do Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. O projeto prevê investimentos milionários na reserva.

O Edital foi lançado em dezembro de 2021, em uma cerimônia realizada em Brasília. O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcos Simanovic, e o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, assinaram um contrato para estruturação de projetos voltados à concessão de dez unidades de conservação ambiental. Os projetos objetivam a preservação ambiental, o fomento ao turismo sustentável e o desenvolvimento do entorno das unidades.

Em visita a Cascavel no dia 10 de março, o Ministro do Meio Ambiente falou sobre a concessão do Parque Nacional do Iguaçu:

"O Parque é fantástico, pode ser muito bem utilizado para mais turismo e para mais proteção. O Governo criou um novo conceito de concessão, onde o concessionário que vai receber os turistas agora tem obrigações de proteção também, como brigadistas, como proteção no território, como infraestrutura para o Parque ser cada dia mais protegido. Visita e proteção elas acontecem juntas. O ICMBio e o Governo Federal entendem que um visitante traz proteção para o território se bem monitorado e bem controlado".

O projeto de concessão do Parque Nacional de Iguaçu prevê ainda a aplicação de R$ 3 bilhões na operação do parque durante o período da concessão. De acordo com informação do BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa, o futuro concessionário não poderá, por exemplo, cobrar pelo ingresso valor além do estabelecido em contrato. 

Além disso, será possível estabelecer pacotes especiais para visitas de mais de um dia, com o objetivo de incentivar a permanência do turista. Moradores dos 13 municípios do entorno do parque terão desconto no ingresso e pagarão 20% do valor máximo previsto.

O edital atende também diversas demandas das comunidades durante as fases de consulta e audiência pública, entre as quais o aumento no valor que o concessionário deve investir em projetos socioambientais, de 5% para 6% da receita total. 

Veja mais detalhes na reportagem de Vinicius Machado, exibida no Jornal Tarobá 1ª Edição.

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