Os líderes da organização criminosa denominada “Tropa do Tubarão” foram condenados a penas que variam entre 24 e 27 anos de prisão pelo Poder Judiciário da Comarca de Apucarana. As condenações envolvem três homens e três mulhereres, alvos principais da Operação Baby Shark, realizada pela 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana, em agosto de 2024. Na oportunidade, 54 pessoas foram presas e a 17ª SDP confirmou que a quadrilha movimentou R$ 17 milhões com tráfico de drogas apenas pelo PIX, sem contar outros montantes em dinheiro. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo delegado-chefe da 17ª SDP, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues.
Segundo o delegado, as condenações envolvem o núcleo central da "Tropa do Tubarão", os irmãos conhecidos como “Nenezinho e Nenezão”, o gerente do grupo chamado de Carlão, além das esposas deles. Os homens estão presos em penitenciárias federais, enquanto as mulheres respondem em liberdade até o trânsito em julgado.
Marcus Felipe explica que eles foram condenados pelos crimes de organização criminosa, financiamento para o tráfico e lavagem de dinheiro. Os líderes do grupo, no entanto, respondem ainda por outros crimes, inclusive homicídios, que estão em processos separados. Os demais integrantes da quadrilha também respondem em ações diferentes.
As investigações tiveram início no ano de 2023. Após a instauração de inquérito policial para apuração dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, financiamento do tráfico de drogas e lavagem de capitais, foi desencadeada a Operação Baby Shark no mês de agosto de 2024.
Na oportunidade, foram expedidos 69 mandados de prisão e mais de 70 mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente em diversos endereços. No dia da operação, os líderes da organização criminosa foram capturados nas cidades de Apucarana e Ortigueira, desarticulando o núcleo de comando do grupo.
O delegado cida ainda uma apreensão, em janeiro deste ano, de um veículo BMW blindado, pertencente aos líderes da organização criminosa. "O referido bem foi devidamente localizado, apreendido e será objeto de representação para alienação, assim como todos os demais bens apreendidos ao longo da investigação", pontuou o delegado, em comunicado enviado à imprensa.
Segundo ele, essas medidas têm como objetivo descapitalizar a organização criminosa, atingindo diretamente sua estrutura financeira e enfraquecendo de forma definitiva a atuação do grupo no município de Apucarana.