A Prefeitura de Londrina inicia, neste sábado (21), o período de testes de um micro-ônibus movido a biometano no sistema de transporte coletivo da cidade. O veículo, que utiliza combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos, circulará por 30 dias em nove itinerários diferentes para validar a eficiência da tecnologia em situações reais de operação.
Com nove metros de comprimento e capacidade para 54 passageiros, o modelo será monitorado via telemetria para a análise de dados como torque, velocidade, lotação e consumo. Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a autonomia prevista para o veículo é de aproximadamente 250 quilômetros.
O presidente da CMTU, Renan Salvador, destaca que o objetivo principal é validar a operação de veículos pesados com matriz energética limpa. "Vamos avaliar o desempenho em trajetos com distâncias e relevos distintos. O cenário geopolítico influencia diretamente no custo do diesel, o que nos obriga a buscar alternativas que garantam sustentabilidade financeira e ambiental", afirmou.
Impacto ambiental e plano de governo
A substituição gradual da frota movida a diesel por biometano pode evitar a emissão de cerca de 620 toneladas de gás carbônico ($CO_2$) por ano. A iniciativa faz parte do plano de gestão do prefeito Tiago Amaral, que projeta transformar Londrina em um modelo de economia circular, convertendo o lixo urbano em combustível.
"Isso está no nosso plano de governo: transformar resíduos em gás e colocar Londrina em um novo modelo sustentável. Queremos implementar um 'selo verde' na cidade, gerando energia mais barata e limpa", declarou o prefeito.
Expansão da frota
Se os resultados do período de testes forem satisfatórios, o município deve avançar no cronograma de substituição dos veículos atuais. Além da apresentação do ônibus sustentável, o evento realizado nesta manhã também marcou a entrega de uma nova viatura para reforçar o patrulhamento da Guarda Municipal (GM).