Dez dias após a equipe da TV Tarobá ir até o Residencial Cancún, na zona norte de Londrina, a situação do asfalto estragado na região continua rigorosamente a mesma. No entanto, na tela do celular dos moradores, a história contada é outra: o aplicativo oficial "Londrina On", gerenciado pela prefeitura, marca a solicitação como encerrada e atendida.
A comerciante Suzeli Souza mostra o protocolo que abriu na plataforma no último dia 10 de julho. Apesar do sistema indicar que o problema foi solucionado, na Rua José de Angeli a realidade escancara o contrário: a via, desgastada pelo tráfego constante de veículos pesados, acumula buracos que só aumentam a cada dia.
"A solicitação pelo aplicativo foi marcada como concluída, mas a nossa realidade aqui na rua continua a mesma", desabafa a moradora Suzeli Souza.
Sinalização improvisada e novo protocolo
Diante do perigo de acidentes para motoristas e motociclistas, os próprios moradores precisaram recorrer a improvisos. Um balde alaranjado foi colocado no meio do buraco mais profundo para servir de alerta e sinalização na via.
Após o impasse e o encerramento indevido da solicitação, um novo chamado teve de ser aberto no sistema — desta vez pela própria administração municipal. A comunidade agora aguarda que a equipe de obras finalmente vá ao local para executar os reparos necessários.
Plataforma custa R$ 300 mil por mês à prefeitura
Lançado em março de 2026, o aplicativo "Londrina On" foi criado com a promessa de centralizar e agilizar os chamados de serviços públicos da cidade — abrangendo demandas de limpeza, trânsito, transporte e iluminação pública.
Para manter o serviço tecnológico em funcionamento, a Prefeitura de Londrina investe cerca de R$ 300 mil por mês. Contudo, episódios como o do Residencial Cancún geram questionamentos da população sobre a efetiva fiscalização do atendimento prestado pelas equipes de campo.