Em Guarapuava, mães de alunos com transtorno do espectro autista reclamam da falta de professores auxiliares nas escolas municipais. O acompanhamento individualizado é um direito garantido por lei, mas, segundo as mães, o problema persiste desde o início do ano letivo.
Solange e Aryadne enfrentam a mesma dificuldade. Elas têm filhos de seis anos com transtorno do espectro autista, que estudam na Escola Municipal Dom Bosco, na Vila Carli. Desde o início do ano, os filhos não têm recebido acompanhamento individual durante as aulas.
As mães afirmam que já procuraram a Secretaria de Educação do Município, que estabeleceu prazos para resolver a questão. No entanto, segundo elas, os prazos passaram e a situação continua sem solução.
Atualmente, Guarapuava possui 504 alunos com transtorno do espectro autista na rede municipal de ensino. Para atendê-los, há 320 profissionais trabalhando com essas crianças, sendo 72 professores de apoio e 128 estagiários. A professora Jussara de Fátima Abdala, coordenadora da Educação Especial da rede municipal, explicou que a Prefeitura tem enfrentado dificuldades para contratar estagiários para atuarem como auxiliares dos alunos.
Sobre o atendimento atual, Jussara afirma que as crianças estão sendo assistidas nas escolas pelos profissionais já integrados à rede, mesmo que alguns precisem interromper outras atividades para prestar esse apoio.