Após mais de seis anos de mobilização da família e uma longa disputa judicial, Maria Eduarda, conhecida como Duda, vai receber do Estado o medicamento à base de canabidiol necessário para o tratamento da síndrome de West. A confirmação representa uma mudança na rotina dos familiares, que dependiam de campanhas de arrecadação para custear a medicação.
A história da menina foi exibida pela Tarobá em fevereiro de 2025. A síndrome de West é uma condição rara que provoca crises epilépticas e exige acompanhamento contínuo. Como o medicamento tem custo elevado, os pais precisaram organizar rifas, campanhas e pedir doações para manter o tratamento enquanto aguardavam uma solução do poder público.
Segundo a família, a cada três ou quatro meses era necessário mobilizar moradores de Londrina e região para arrecadar o dinheiro necessário. O preço cobrado nas farmácias e até mesmo a alternativa de importação comprometiam o orçamento doméstico. A ajuda de pessoas sensibilizadas com a história foi fundamental para evitar a interrupção da medicação.
Fornecimento passou pela Justiça
A liberação do tratamento envolveu a Secretaria de Estado da Saúde e a Justiça. Conforme o relato da família, após uma atualização do laudo médico, Duda passou a se enquadrar nos critérios previstos pela Lei Pétala, que estabelece condições para o fornecimento de produtos à base de cannabis pelo SUS no Paraná.
A família reuniu exames e documentos solicitados pela Secretaria, e o pedido foi aprovado em abril deste ano. No entanto, o fornecimento não ocorreu imediatamente.
Diante da demora, os familiares recorreram à Justiça para garantir que o Estado cumprisse a obrigação de disponibilizar o medicamento.
Neste primeiro momento, o produto está sendo adquirido pelo governo em farmácias. A previsão é que, quando o medicamento importado previsto no processo estiver disponível, ocorra a substituição, sem que Duda fique sem assistência.
Família espera mais segurança no tratamento
A notícia trouxe alívio aos pais, que relatam ter vivido sob a preocupação constante de conseguir dinheiro para a próxima compra. Além da segurança de manter o tratamento todos os meses, a família espera que a medicação continue contribuindo para a saúde e a qualidade de vida da menina.