Cidade

Moradores protestam contra prédio de 18 andares em Londrina

14 ago 2026 às 11:22

Integrantes da Associação Vale dos Tucanos realizaram uma manifestação em frente à sede do Ministério Público de Londrina para questionar a construção de um prédio residencial de 18 andares e 68 apartamentos na zona sul da cidade.


O empreendimento está planejado para a esquina da Avenida Harry Prochet com a Rua Francisco Marcelino da Silva. Segundo os moradores, a obra recebeu autorização da Prefeitura de Londrina sem a apresentação dos estudos técnicos que, na avaliação da associação, seriam necessários para medir os impactos ambientais e de vizinhança.


Moradores questionam trânsito


Uma das principais preocupações está relacionada ao trânsito na região. De acordo com a associação, o acesso de entrada e saída de veículos do edifício está previsto pela Rua Francisco Marcelino da Silva.


A moradora Maria Cecília Loures afirma que a via é estreita, possui mão dupla e fica próxima a uma rotatória. Os moradores temem que o aumento no fluxo de veículos prejudique a segurança de pedestres e ciclistas, além de provocar congestionamentos.


Com o alvará de construção já liberado e o início das obras, os moradores decidiram procurar o Ministério Público em busca de medidas para acompanhar e, eventualmente, questionar o empreendimento.


MP abriu procedimento para analisar o caso


A promotora de Justiça Révia de Luna recebeu representantes da associação e informou que a Promotoria do Meio Ambiente abriu um procedimento administrativo para acompanhar a situação.


Segundo a promotora, a análise dos requisitos para a concessão do alvará, incluindo questões relacionadas a vagas de estacionamento e condicionantes urbanísticas, é de responsabilidade dos órgãos municipais, como o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) e a Secretaria Municipal de Obras.


A promotoria também explicou que, para solicitar judicialmente a paralisação das obras, é necessária a comprovação técnica de eventuais danos ambientais ou prejuízos coletivos, por meio de laudos e pareceres oficiais.


O procedimento administrativo continua em andamento e deverá avaliar a necessidade de medidas administrativas ou judiciais.

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