Teve continuidade nesta terça-feira mais um capítulo do processo que apura a morte da pequena Isabelly de Oliveira Assumpção, de 3 anos, ocorrida em maio de 2022, em Cascavel. A madrasta da criança, Suzana Dazar, denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio qualificado, começou a ser ouvida em audiência de instrução e julgamento, junto com outras testemunhas do caso.
A audiência teve início por volta das 9h, no Fórum de Cascavel, e a previsão é de que se estenda ao longo do dia. Ao todo, 11 testemunhas devem prestar depoimento, além da própria ré. Suzana responde pela morte da enteada, registrada no dia 7 de maio de 2022, quando a menina se afogou após cair dentro de uma máquina de lavar roupas, enquanto estava sob os cuidados da madrasta.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a acusada teria induzido a criança a entrar na máquina, utilizando brinquedos e um banco. Ainda conforme a acusação, Suzana teria agido com dolo eventual, ou seja, assumindo o risco de provocar a morte da menina. A investigação aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes.
A audiência de instrução teve início em setembro do ano passado. Na primeira etapa, cinco pessoas foram ouvidas, entre elas os pais da vítima, profissionais da área da saúde e uma ex-amiga da ré, considerada peça-chave na investigação. Segundo os autos, essa testemunha teria relatado que recebeu informações prévias sobre um suposto plano envolvendo a morte da criança.
A defesa da família de Isabelly acompanha a audiência e espera que os novos depoimentos reforcem as provas já apresentadas no processo, resultando na condenação da acusada.
A reportagem tentou contato com a defesa de Suzana Dazar. Em nota, os advogados informaram que só irão se manifestar após o encerramento da audiência.