O que era tratado como um acidente de trânsito comum ganhou um desfecho trágico e jurídico nesta semana. A morte de Aguimar de Oliveira Campos, de 71 anos, mudou o rumo das investigações sobre um buraco aberto para manutenção na Rua Coronel Luiz Gastão Richter, na Zona Leste de Londrina. O caso agora sai da esfera administrativa e passa a ser investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público sob a ótica criminal.
O acidente ocorreu na segunda-feira, 6 de abril. Aguimar pilotava sua motocicleta quando caiu em um recorte no asfalto deixado por uma empresa terceirizada que prestava serviços para a Sanepar. Com a queda, ele sofreu lesões graves na coluna e perdeu a sensibilidade das pernas ainda no local do resgate. Após dois dias internado, ele não resistiu aos ferimentos.
Acusações de Negligência
A família da vítima, representada pela advogada do caso, sustenta que houve uma falha grave de segurança. Segundo os relatos e reportagens feitas no dia do acidente, o local não estava devidamente sinalizado, o que impediu o idoso de perceber o perigo a tempo.
Ação Cível: A família prepara um processo contra a Prefeitura de Londrina e a Sanepar pedindo reparação por danos morais e materiais.
Esfera Criminal: O Ministério Público deve apurar a responsabilidade dos envolvidos (fiscais e executores da obra). A defesa da família confirmou que atuará como assistente de acusação no processo penal.
Luto e Injustiça: Daiane Zaminelli, filha da vítima que mora no Mato Grosso do Sul, revelou em depoimento exclusivo que planejava levar o pai para morar perto dela e já buscava casas para ele no estado vizinho.
O Outro Lado
Em nota, a Sanepar informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a abertura do inquérito criminal, mas reiterou que prestará todas as informações necessárias e colaborará com o esclarecimento dos fatos assim que for comunicada.