O dia após a tragédia ainda deixa muitas perguntas sem resposta sobre a morte de Luís Lourenço, mas com uma certeza: ela poderia ter sido evitada. A Polícia Civil trabalha para reconstituir os eventos que ocorreram na última terça-feira, no início da manhã.
De acordo com testemunhas, a situação teve início dentro do Parque Vitória. Luís havia estacionado seu carro em frente ao local e estava fazendo a caminhada pela trilha, como era seu costume. Quando chegou à academia da terceira idade, encontrou o casal, mas a razão pela qual Ivanildo iniciou a perseguição ainda está sendo investigada pela polícia. Luís tentou fugir, correndo cerca de 200 metros até a saída do parque. Ele saiu na Rua Sete de Setembro e seguiu por duas quadras. Nesse trajeto, câmeras de segurança captaram a perseguição.
Em determinado momento, Luís entrou em uma obra pedindo socorro, mas saiu em seguida e continuou correndo pela movimentada Rua Manaus. Tentou conversar, mas Ivanildo agiu com frieza. Armado com uma barra de concreto revestida de PVC, ele golpeou a cabeça de Luís várias vezes até a morte. Em imagens captadas pelas câmeras de segurança, o assassino aparece deixando a cena do crime, com a arma do crime ainda ensanguentada.
Após as buscas realizadas pela polícia, Ivanildo foi encontrado em uma área de mata, mas ao reagir contra a equipe com uma ferramenta, acabou sendo morto pelos policiais. Ivanildo dos Santos era um rosto conhecido pelas autoridades de segurança, com uma extensa ficha criminal, incluindo acusações de homicídio, ameaça, vias de fato, desacato, violência doméstica e furtos.
O Sinclapol, Sindicato dos Policiais Civis do Paraná, lamentou a morte de Luís e ressaltou que o caso é reflexo de um sistema de “prende e solta” travado com o Judiciário.
A mulher que acompanhava Ivanildo também é conhecida na cidade. Recentemente, foi flagrada traficando drogas na Avenida Brasil, no centro de Cascavel. Ela foi presa e, em entrevista ao programa Brasil Urgente, o delegado Fabiano Moza comentou sobre a situação. O Capitão Neemias, da Polícia Militar, também destacou o esforço dos policiais, que muitas vezes acabam encontrando criminosos logo após a prisão, já soltos nas ruas.
Segundo um advogado criminalista, a situação reflete uma realidade cotidiana: criminosos se aproveitam de brechas legais para continuar em liberdade. Para uma mudança nesse cenário, ele cobra ações mais efetivas do poder legislativo.