O homem de 38 anos que foi morto após um confronto com a Polícia Militar no estacionamento da universidade, próximo a PR-445, em Londrina, na manhã desta quinta-feira (20), acumulava uma extensa ficha criminal por roubos, receptação e furtos de acessórios automotivos. Ele cumpria pena em regime aberto e somava condenações unificadas que ultrapassavam 12 anos de reclusão.
O confronto ocorreu após o suspeito invadir o campus da Universidade Positivo com um veículo durante uma tentativa de fuga de uma abordagem policial. Ele era suspeito de praticar o furto de um estepe nas imediações minutos antes da intervenção. A ação provocou pânico e a evacuação dos edifícios do campus, mas nenhum aluno ou funcionário ficou ferido.
Segundo registros do Poder Judiciário e da Polícia Civil, a trajetória criminal do rapaz intensificou-se em maio de 2015, quando foi preso em flagrante por roubo majorado e receptação em Londrina. Na ocasião, a polícia localizou em sua residência pertences relativos ao roubo de um veículo. Pelo episódio, foi condenado posteriormente a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado.
Nos anos seguintes, o homem especializou-se em ilícitos contra o patrimônio automotivo, atuando com o uso de bloqueador de radiofrequência, conhecido como "Chapolim", e ferramentas de arrombamento para subtrair pertences do interior de automóveis. O modus operandi envolvia também o uso de veículos adulterados ou sem placas.
O histórico do investigado registra atuação intermunicipal, com o cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pelas comarcas de Arapongas, em 2020, e de Santo Antônio da Platina, em 2024. Em março de 2022, ele voltou a ser preso em flagrante no município de Londrina por furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo, ocasião em que confessou a utilização do dispositivo eletrônico para o furto de estepes.
Após períodos de recolhimento em estabelecimentos penitenciários e de monitoramento por tornozeleira eletrônica, ele obteve a progressão ao regime aberto em setembro de 2024, mediante o cumprimento de condições cautelares, como o comparecimento periódico em juízo. Ele também respondia a um processo formal por lesão corporal grave, referente a um caso registrado em Cambé no ano de 2015.