Um imóvel localizado na Rua Belém, na região central de Londrina, foi ocupado pelo movimento Ocupação de Mulheres Margarida Maria Alves, que pretende transformar o espaço em uma base de apoio 24 horas para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.
Coletivo afirma que imóvel estava abandonado
Segundo integrantes do movimento, o imóvel estava vazio e em situação de abandono antes da ocupação.
O grupo afirma que realizou:
- limpeza;
- instalação de encanamento;
- adequações estruturais;
- melhorias básicas para receber pessoas em situação de risco.
Espaço deve oferecer apoio psicológico e jurídico
De acordo com a liderança do movimento em Londrina, Louis Kubowski, o objetivo é oferecer suporte:
- psicológico;
- jurídico;
- social;
- emergencial.
Os atendimentos devem ocorrer com apoio de profissionais voluntários.
A ocupação leva o nome de Margarida Maria Alves, líder sindical assassinada em 1983.
A frase: “É melhor morrer na luta que morrer de fome” está estampada nas paredes do imóvel.
O movimento afirma atuar em cidades com altos índices de feminicídio.
Proprietário pode pedir reintegração
Apesar da proposta social apresentada pelo coletivo, a ocupação é considerada irregular.
O proprietário do imóvel já manifestou intenção de buscar a reintegração de posse na Justiça.
Prefeitura cita estrutura já existente
Em nota, a Prefeitura de Londrina afirmou que o imóvel é particular e que cabe ao proprietário adotar medidas legais para retomada do espaço.
O município destacou ainda que mantém estruturas específicas para atendimento às mulheres, como:
- o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CAM);
- a Casa Abrigo Canto de Dália.
Segundo a administração municipal, os serviços oferecem:
- acolhimento;
- suporte psicológico;
- orientação jurídica;
- atendimento social;
- proteção para mulheres sob risco.