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MP reforça fiscalização após novas denúncias na Santa Casa

02 set 2026 às 13:34

A Santa Casa de Londrina voltou a ser alvo de fiscalização do Ministério Público do Paraná (MP-PR) após novas denúncias sobre as condições de atendimento no hospital. O pronto-socorro está fechado desde segunda-feira (31) por causa da superlotação.


Segundo informações apuradas pela reportagem, o setor chegou a registrar 48 pacientes para uma capacidade instalada de apenas 16 leitos.


Além da superlotação, familiares e pacientes relataram dificuldades para a realização de cirurgias por falta de insumos. Entre os casos citados estão pacientes com fraturas que aguardariam procedimentos.

Diante das novas denúncias, o Ministério Público solicitou à Autarquia Municipal de Saúde que intensifique a fiscalização na Santa Casa e cobre informações da administração do hospital sobre a situação.


MP já havia identificado problemas


A situação acontece depois de uma intervenção judicial realizada em julho por iniciativa do próprio Ministério Público. Na época, foram identificados problemas relacionados à falta de insumos e até de alimentos para pacientes e acompanhantes.


A intervenção, no entanto, durou apenas nove dias. Uma decisão monocrática do Tribunal de Justiça do Paraná derrubou a medida, e a antiga gestão voltou ao comando da instituição.


O Ministério Público informou que recorreu da decisão e continua acompanhando o caso.

Durante a apuração mais recente, a reportagem também registrou a superlotação na área do pronto-socorro que atende pacientes pelo SUS.


Outros hospitais também estão lotados


A pressão sobre o sistema de saúde de Londrina também aparece em outras unidades.

No Hospital Universitário (HU), há 75 leitos destinados ao SUS, mas o hospital informou que estava atendendo 144 pacientes. Apesar do número elevado, a instituição considera superlotação somente a partir de 150 pessoas, devido à capacidade estrutural da unidade.


Já o Hospital Evangélico informou estar atendendo com restrições, com uma taxa de ocupação de 189%.

Os números mostram que a alta demanda atinge diferentes hospitais da cidade. No caso da Santa Casa, porém, além da lotação, o MP acompanha denúncias relacionadas à falta de insumos e às condições de atendimento.


A instituição também enfrenta uma situação financeira grave. Durante a intervenção, foi apontada uma dívida superior a R$ 500 milhões.


Com o recurso apresentado à Justiça e o reforço na fiscalização solicitado à Autarquia de Saúde, o Ministério Público pretende acompanhar de perto a situação e cobrar esclarecimentos sobre os problemas relatados.

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