O Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu uma nova denúncia contra a mulher presa por agredir as duas filhas adolescentes em via pública, em Centenário do Sul, no norte do Estado. A atualização do caso revela que a investigada já respondia a outro processo criminal por agressões contra as mesmas vítimas.
Na ocasião anterior, a mulher teria agredido as filhas com uma garfada no braço, mordidas e tapas no rosto, causando múltiplas lesões corporais, como escoriações e hematomas. O caso foi registrado na Polícia Civil do Paraná (PCPR) e, em junho de 2025, o MP-PR denunciou a mãe pelos crimes de lesão corporal no âmbito da violência doméstica, qualificada por motivo fútil.
Além da denúncia, o Ministério Público solicitou que cada uma das adolescentes receba uma indenização de R$ 5 mil por danos morais. A denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário no mês seguinte, e a audiência do caso está prevista para março deste ano.
Relembre o caso
Mesmo respondendo ao processo anterior, a mulher voltou a agredir as filhas no dia 10 de janeiro deste ano. As vítimas, de 12 e 15 anos, foram atacadas em via pública, em um crime que foi gravado por testemunhas e ganhou repercussão.
Segundo a investigação da PCPR, as agressões teriam começado após as adolescentes se recusarem a acompanhar a mãe a uma festa em uma cidade vizinha. No entanto, no mesmo dia, elas foram levadas pela avó a outro evento no município.
Ao descobrir onde as filhas estavam, a mãe teria ido até o local e desferido tapas no rosto das adolescentes, conforme explicou o delegado Thiago Lombardi Janene. Após as agressões, a mulher tentou levar as filhas para casa, mas elas conseguiram fugir para a residência de uma conselheira tutelar.
No dia seguinte, com escolta da Polícia Militar do Paraná (PMPR), as adolescentes retornaram à casa da mãe apenas para retirar seus pertences e, posteriormente, foram levadas para outra cidade, onde passaram a ficar em segurança.
Com base na Lei Henry Borel, foi solicitada e concedida medida protetiva de urgência em favor das adolescentes. A PCPR também representou pela prisão preventiva da investigada, que foi deferida pela Justiça.
A mulher foi presa no dia 14 de janeiro e encaminhada ao sistema penitenciário. Com a conclusão do inquérito, ela foi indiciada pelos crimes de lesão corporal no contexto da violência doméstica e familiar, injúria racial contra a adolescente de 12 anos e coação no curso do processo, após tentar intimidar uma testemunha.
Atualmente, a mãe segue presa e responde pelos crimes de lesão corporal e injúria racial. Nesta terça-feira (20), o Ministério Público ofereceu mais uma denúncia, reforçando o histórico de violência praticada contra as próprias filhas.