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“O Melhor Show do Mundo...” alcança marca de 5 mil espectadores em turnê por mais de 15 cidades paranaenses

Entre o riso e a poesia, o projeto de circulação do Palhaço Ritalino promove o primeiro contato de crianças e adultos com o teatro, transformando desafios de estrada em conexões humanas profundas com a convicção de que “a arte salva”
16 abr 2026 às 10:36
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Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O projeto de circulação do espetáculo “O Melhor Show do Mundo… Na Minha Opinião” com o Palhaço Ritalino entra na sua reta final contabilizando um público de mais de quatro mil pessoas em oito cidades do norte do Paraná e sete  cidades do litoral paranaense, com apresentações abertas ao público geral e em escolas da rede pública. A última parada, aberta para o público em geral, acontece no final de semana, em Arapongas com duas apresentações: no sábado (dia 18), às 19h e no domingo (dia 19), às 16h, todas no Galpão Cultural G1 - Toca das Maritacas e com ingressos gratuitos, disponíveis na plataforma Sympla  ou na bilheteria do espaço, a partir de uma hora antes de cada apresentação.


Antes de fechar o balanço de público, a montagem ainda realizará as duas apresentações em Arapongas no final de semana, abertas ao público geral,  duas em uma escola municipal de Assaí, duas em uma escola estadual em Tamarana, além das apresentações de contrapartida no CRAS da cidade de Tamarana e de São Jerônimo da Serra. A expectativa da produção é encerrar a circulação do projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal, batendo a marca de mais de 5 mil pessoas, um público feito de crianças, jovens e adultos entre as cidades de Rolândia, Apucarana, Ibiporã, Arapongas além de estudantes das escolas públicas de Cambé, Marilândia, Sertanópolis, São Jerônimo da Serra, Assaí e Tamarana. O projeto ainda passeou pelo litoral, com apresentações em Antonina, Guaraqueçaba, Pontal do Paraná, Morretes, Matinhos, Guaratuba e Paranaguá.

 

Momentos mágicos


Para Tiago Marques, que há mais de dez anos dá vida e graça ao Palhaço Ritalino, a alegria da circulação se amplia para além das apresentações numa acepção mais incomum. “Pode-se imaginar um espetáculo circense, uma apresentação teatral, com começo, meio e fim, dentro do ritual tradicional que (talvez) possa se esperar. Mas nessa circulação encontramos pérolas incríveis, antes, durante e após as apresentações. Foram momentos mágicos para nós que vivemos da poesia e da sensibilidade da arte”, diz. Somente na etapa do litoral, a equipe percorreu mais de dois mil quilômetros, alguns deles em estrada de chão.

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 “Tivemos contratempos, dengue, perrengues, adaptações no espetáculo para fazer e se adequar a cada local. Foram milhares de crianças em escolas e públicos de diversas faixas etárias. O cotidiano nesse período foi ouvir de pessoas que aquilo era o primeiro teatro que viam, crianças olhavam nosso pequeno e humilde cenário e exclamavam: um circo!”, conta emocionado. 


Entre as surpresas, até um intérprete de libras que nunca havia visto teatro ao vivo e riu como se fosse do público, levou os pais para assistir, também pela primeira vez, um espetáculo teatral. “Foi uma grande responsabilidade participar da primeira vez experiência nas artes cênicas de muitos adultos e crianças. Os momentos pós-espetáculos também guardavam diálogos espirituosos com as crianças. Ouvimos diversas risadas e nos permitimos rir junto”, afirma o artista. O saldo, continua ele, é a sensação de que vale a pena, a vida presta e a arte salva. Mesmo exaustos, a equipe já espera ansiosa a próxima aventura.

 

Dramaturgia da vida


O público de Arapongas vai encontrar um palco iluminado, mas após o terceiro sinal... Cadê o show? A monotonia é quebrada pelos gritos do pipoqueiro, o Palhaço Ritalino que adentra ao local e, pedindo licença da maneira mais espalhafatosa possível, vai abrindo caminho entre as fileiras da plateia e passando pelos lugares mais apertados e inacessíveis. Este parece o momento perfeito para vender a mercadoria para o respeitável público. Aparentemente, os artistas não chegarão a tempo e o pipoqueiro, para não perder sua clientela, resolve subir ao palco e fazer o seu próprio show que ele já conhece muito bem afinal de contas, sempre assiste enquanto tenta vender as pipocas. O objetivo inicial de Ritalino ao estar na pele do artista é a de que o tempo passe, os sacos de pipoca esvaziem e a venda possa recomeçar. Como artista, ele é um completo desastre. É nessa derrota que o público encontra a gargalhada, percebe o objetivo do palhaço e seu imediato fiasco. 


Atrás do nariz vermelho, o versátil ator Tiago Marques busca em todo o seu repertório pretextos para que o show aconteça, brincadeiras, músicas de improviso e até uma banda composta por pessoas da plateia pipocam no palco. A interação com o público acontece a todo momento de maneira leve e confortável, pois sempre quem se dá mal é o próprio Ritalino. “É a dramaturgia da vida transformada em riso. Numa análise mais vertical, pode-se dizer que na verdade pouco importa o número que o palhaço realizará, o importante é apenas ter o motivo para estar em cena e lá poder mostrar a ridicularia e beleza do ser”, comenta Marques que acredita que o palhaço, na verdade, não se apresenta. “Ele convida a plateia para um jogo, que se joga de dois. O palhaço faz algo e isso lança a vez para a plateia. Ela devolve e o palhaço reage, podendo se transformar e se transformar. Isso ocorre no espetáculo, que é um jogo de dramaturgia fechada, mas relação aberta”, explica.

 

Sobre o artista


Tiago Marques, o Palhaço Ritalino há mais de 15 anos, é bacharel em Artes Cênicas, formado pela Universidade Estadual de Londrina, mestre em Artes da Cena pela UNICAMP, onde atualmente cursa doutorado. Em 2017 realizou residência artística na escola CAL Clown em Barcelona na Espanha. Atua como ator, palhaço, diretor, compositor e produtor cultural. Também ministra oficinas sobre a arte do palhaço. Além de seu trabalho solo, realiza parcerias com outros artistas e grupos. Marques foi indicado quatro vezes ao Prêmio Gralha Azul, entre elas, como melhor ator do Paraná por sua atuação no espetáculo “O Melhor Show Do Mundo...na minha opinião” em 2018, e em 2023 recebeu indicação como melhor ator e melhor espetáculo com “O Carteiro”. Neste mesmo ano foi indicado como melhor espetáculo online, no qual recebeu a premiação com “O AstroLábia”. Por meio de oficinas esteve com grandes palhaços e grandes nomes do teatro e circo como: Gardi Hutter (Suíça), Chacovachi (Argentina), Aziz Gual (México), Pepe Nuñes (Espanha), Clara Cenoz (Espanha), Ricardo Puccetti, Esio Magalhães, Biribinha (Teófanes Silveira), Eduardo Okamoto entre outros. Em 2025, lançou o livro “Palhaçaria atravessada pelas mídias – o Clown tá On!”, pela Editora Madrepérola.

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