O Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou nesta quarta-feira (26) a Operação Fórmula Mágica, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo a regularização de uma obra em Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão.
As ordens judiciais, autorizadas pela 2ª Vara Criminal de Guarapuava, foram cumpridas contra o presidente e um servidor da Câmara Municipal, um servidor da Prefeitura, três sócios de uma farmácia e a empresa responsável pela construção.
Segundo o MPPR, a investigação aponta que empresários teriam iniciado, em 2019, a construção de um edifício sem submeter previamente o projeto à aprovação e sem licença. Em 2023, após o embargo da obra, um dos empresários teria procurado o presidente da Câmara para tentar viabilizar a regularização.
As apurações indicam que teria sido combinado o pagamento de aproximadamente R$ 100 mil em propina para que o agente político intermediasse a liberação da obra. O empresário teria, inclusive, fotografado o dinheiro entregue.
O MPPR também identificou depósitos em espécie nas contas do presidente da Câmara, de um então secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor que atuava no setor tributário.
Ainda conforme as investigações, o então secretário teria assinado pessoalmente o alvará de construção e a aprovação do projeto, mesmo sem formação em Engenharia Civil ou Arquitetura, após profissionais da área técnica se recusarem a assinar os documentos.
Outro servidor também é investigado por supostamente substituir uma avaliação imobiliária e reduzir o valor do tributo cobrado pela regularização da obra, beneficiando os empresários.
O MPPR informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer integralmente os fatos. O nome Fórmula Mágica faz referência à suposta utilização de mecanismos ilícitos para viabilizar a regularização da construção.