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Operação Leviatã investiga homicídio dentro de penitenciária em Francisco Beltrão

19 ago 2026 às 10:46

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nesta terça-feira (18), a Operação Leviatã para cumprir 12 mandados de prisão preventiva contra investigados pelo homicídio de Thiago Goterra, de 28 anos, ocorrido dentro da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná.


A ação é conduzida pela 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão, com apoio do setor de Inteligência do Departamento de Polícia Penal do Paraná (DEPPEN) e da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava.


Thiago, natural de Joinville (SC), foi encontrado morto dentro de uma cela entre a noite de 10 e a madrugada de 11 de agosto de 2025. Inicialmente, o caso apresentava características de um possível suicídio. Com o avanço das investigações, porém, os policiais reuniram elementos que apontaram para a hipótese de homicídio, seguido de uma tentativa de simular um enforcamento.


“Tribunal do crime”

Segundo a investigação, a morte teria sido determinada por integrantes de uma organização criminosa, devido à suposta ligação da vítima com um grupo rival.


Os investigadores identificaram indícios de que Thiago teria sido submetido a uma espécie de “tribunal do crime”, no qual integrantes da organização teriam deliberado sobre sua morte.


As diligências apontaram a participação de diferentes envolvidos na articulação do crime, incluindo pessoas que teriam participado da decisão e da transmissão da ordem, além de presos suspeitos de envolvimento direto na execução.


Ainda conforme a PCPR, três integrantes da organização criminosa foram transferidos para a mesma cela da vítima poucos dias antes do homicídio. Na noite anterior à localização do corpo, teria ocorrido a decisão pela morte de Thiago e, pouco tempo depois, ele teria sido assassinado dentro da cela.


Doze investigados

A Justiça decretou a prisão preventiva dos 12 investigados após representação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.


Dez dos alvos já estavam presos por outros crimes. Outros dois permanecem foragidos.

Os investigados são apontados pela PCPR como suspeitos dos crimes de homicídio qualificado e organização criminosa.


A operação recebeu o nome de Leviatã em referência à força e à autoridade do Estado diante da tentativa de organizações criminosas de criar estruturas próprias de comando, julgamento e punição, inclusive dentro do sistema prisional.


A investigação continua e deve ser concluída nos próximos dias.

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