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Operação Top Fake cumpre 26 mandados e mira tráfico em Toledo

03 jul 2026 às 10:15

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 20ª Subdivisão Policial de Toledo, deflagrou na manhã desta sexta-feira (3) a terceira fase da Operação Top Fake, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar um falso serviço de delivery para comercializar drogas.


Segundo as investigações, o grupo utilizava a fachada do suposto serviço de tele-entrega "Top Lanches" para vender porções de cocaína acondicionadas em embalagens ziplock. As entregas eram realizadas por motoboys, estratégia utilizada para dar aparência de legalidade ao esquema.


A operação mobilizou cerca de 100 policiais civis, com apoio do Canil da Guarda Municipal, do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e do Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal.


Ao todo, foram cumpridos 26 mandados judiciais, sendo nove de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. Quatro dos mandados de busca foram executados na Penitenciária Estadual de Cascavel, onde os policiais investigam a atuação de presos suspeitos de facilitar a entrada de celulares e drogas na unidade e de manter o tráfico dentro do presídio.


Além dos alvos previstos na operação, outras três pessoas foram presas em flagrante por armazenarem entorpecentes. Durante as diligências, os policiais apreenderam diversas porções de cocaína e maconha, muitas delas já fracionadas e prontas para comercialização.


Entre os presos está o apontado como gerente operacional e financeiro da organização criminosa. Conforme a Polícia Civil, ele era responsável pelo controle da contabilidade, pela criação de mecanismos para ocultar a origem do dinheiro obtido com o tráfico e respondia diretamente ao líder do grupo.

As investigações indicam que o chefe da organização continuava comandando o esquema criminoso mesmo estando preso no sistema penitenciário.


Com esta terceira fase, a Operação Top Fake já soma mais de 50 mandados judiciais cumpridos e mais de 25 prisões preventivas ao longo de toda a investigação.


A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos na organização criminosa, que utilizava a aparência de um comércio legítimo para ocultar a prática do tráfico de drogas.

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