A morte de Claudineia Ramos dos Santos, de 38 anos, mudou os rumos da investigação sobre o incêndio criminoso ocorrido em Cambé, no Norte do Paraná. A vítima morreu no último domingo, cerca de dois meses após sofrer graves queimaduras no incêndio.
Com a morte de Claudineia, o principal suspeito, Antônio Carlos Firmino, ex-cunhado dela, passou a ser investigado por feminicídio consumado e tentativa de homicídio. Ele está foragido.
O incêndio aconteceu em 19 de junho, no Jardim Santa Isabel. Segundo a investigação da Polícia Civil, Antônio Carlos é apontado como o responsável por provocar o fogo na residência.
Ele chegou a ser preso em flagrante, mas acabou liberado. Na época, o suspeito afirmou à polícia que havia levado um galão de gasolina até a casa para dar um susto na ex-cunhada por causa de uma dívida.
Segundo o relato apresentado por ele, o incêndio teria começado de forma acidental.
No entanto, durante a investigação, a polícia encontrou elementos que apontam para uma motivação relacionada a ciúmes. Também foram identificadas mensagens trocadas entre o suspeito e a vítima antes do crime.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação indica que Antônio Carlos teria ido até o local com a intenção de matar as pessoas que estavam na residência.
Suspeito rompeu tornozeleira e fugiu
Após ser colocado em liberdade com tornozeleira eletrônica, Antônio Carlos teria rompido o equipamento e fugido de Londrina.
A Polícia Civil continua realizando buscas para tentar localizar o suspeito. A corporação também divulgou a imagem de Antônio Carlos e pede que qualquer informação sobre o paradeiro dele seja repassada às autoridades.
Segundo a polícia, até o momento, nenhuma das informações recebidas sobre o possível paradeiro do homem foi confirmada.
Filha da vítima continua internada
No momento do incêndio, também estavam na residência a filha de Claudineia, de 16 anos, e o namorado dela, de 53 anos.
O homem sofreu queimaduras nas mãos. Já a adolescente teve ferimentos graves e continua internada no Centro de Tratamento para Queimados do Hospital Universitário (HU).
A jovem ainda deverá ser ouvida pela Polícia Civil durante a investigação.
Após a conclusão do inquérito policial, o caso será encaminhado ao Ministério Público.
Mesmo que continue foragido, Antônio Carlos poderá ser julgado, caso seja denunciado e o processo tenha prosseguimento conforme as regras da Justiça.