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"OVNI" que intrigou piloto em Londrina é identificado

15 jul 2026 às 19:35

As luzes misteriosas que chamaram a atenção de um piloto e levantaram suspeitas de um possível Objeto Voador Não Identificado (OVNI) no céu de Londrina já foram decifradas. E a resposta para o fenômeno está bem distante de uma visita extraterrestre.


Após o susto e a repercussão nas redes sociais, o mistério foi solucionado com base na ciência e na tecnologia espacial.


Para compreender o fenômeno, o grupo de especialistas do Grupo de Estudos e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal) foi acionado. A entidade, que completou 26 anos de atuação na desmistificação de eventos celestes, monitorou o caso e confirmou que o objeto voador foi, na verdade, identificado.


A frota de Elon Musk no espaço


De acordo com Miguel Moreno, coordenador do Gedal, as luzes que cruzaram o céu na noite de segunda-feira são satélites da rede Starlink, que pertence à empresa SpaceX, do bilionário Elon Musk.


A companhia privada já colocou em órbita milhares de equipamentos, ultrapassando historicamente o total de satélites lançados por toda a humanidade até então. Esse volume massivo tem gerado avistamentos frequentes em horários e posições do céu onde antes não se observava esse tipo de tráfego.


"São satélites Starlink também, a diferença é a posição deles no céu, o horário que eles são visíveis e a forma com que eles são visíveis, as trajetórias que eles fazem no céu", explica o coordenador.


O grupo de astronomia já havia se deparado com um cenário semelhante em outubro do ano passado, quando observou riscos luminosos de madrugada e passou semanas investigando até cruzar dados com artigos estrangeiros e identificar os satélites específicos que passavam pela região naquele momento. Outro caso similar também foi registrado e debatido em dezembro.


Ciência contra os mitos espaciais


O trabalho do Gedal há quase três décadas busca traduzir fenômenos astronômicos de forma simples para a população, evitando que teorias da conspiração ganhem força na internet toda vez que um ponto brilhante incomum corta o horizonte de Londrina.


Usando uma camiseta com o clássico slogan da ufologia "I want to believe" (Eu quero acreditar) riscado e corrigido para "I want to know" (Eu quero saber), Moreno reforça que a busca pelo conhecimento real deve se sobrepor às crenças sem fundamentos.


"Acreditar você não tem certeza, você não tem prova daquilo, e o conhecimento é algo fantástico. Eu sou uma das pessoas que mais gostaria que isso [vida extraterrestre] fosse verdade, mas até hoje não temos prova de nada. Alegações extraordinárias requerem provas extraordinárias", pondera Moreno.


A reportagem entrou em contato com a Nave Brasil, órgão que administra a torre de controle e o espaço aéreo, mas ainda não obteve retorno sobre o registro oficial do avistamento feito pelo piloto. Por enquanto, o céu de Londrina segue monitorado, mas livre de alienígenas.

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