Pacientes que buscaram auxílio na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Mater Dei, localizada na região central de Londrina, relataram nesta terça-feira (5) um cenário de espera prolongada e condições precárias de acolhimento. O episódio mais emblemático da crise no atendimento envolveu uma idosa que, diante da falta de assentos disponíveis e da demora excessiva, permaneceu deitada diretamente no chão da recepção por aproximadamente cinco horas até ser assistida.
A insatisfação com o fluxo de atendimento tornou-se generalizada, levando muitos usuários a abandonarem a unidade sem receber diagnóstico ou medicação, mesmo apresentando quadros de dor aguda e desconforto físico severo.
Entre os depoimentos colhidos na unidade, o autônomo Sidney Gonçalves relatou a frustração de sua segunda tentativa frustrada de tratamento para uma inflamação no nervo ciático, alegando que o atendimento se limitou a medidas paliativas sem a resolução do problema base. A recorrência desses problemas nas unidades de pronto atendimento da cidade tem intensificado as críticas à gestão e à fiscalização do serviço público de saúde. Moradores presentes na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Mater Dei cobraram uma postura mais ativa da CML (Câmara Municipal de Londrina), questionando a eficácia da supervisão dos vereadores sobre as condições das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) fora do calendário eleitoral.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, às 16h desta terça-feira (5) a UPA Centro tinha 410 fichas abertas, número dentro da média diária da unidade, que contava com escala completa de 12 médicos.
Sobre os pacientes citados:
A secretaria informa que uma deu entrada na unidade às 9h20, foi atendida pelo médico às 13h22, recebeu medicação e receita e teve alta.
E o segundo deu entrada às 8h28 recebeu a classificação de risco baixo, foi reavaliado às 10h29 e o quadro permanecia o mesmo. O paciente recebeu atendimento médico às 14h15, sendo medicado e liberado logo depois.