Cidade

Pacientes relatam demora excessiva na UPA Mater Dei em Londrina

05 mai 2026 às 20:39

Pacientes que buscaram auxílio na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Mater Dei, localizada na região central de Londrina, relataram nesta terça-feira (5) um cenário de espera prolongada e condições precárias de acolhimento. O episódio mais emblemático da crise no atendimento envolveu uma idosa que, diante da falta de assentos disponíveis e da demora excessiva, permaneceu deitada diretamente no chão da recepção por aproximadamente cinco horas até ser assistida. 


A insatisfação com o fluxo de atendimento tornou-se generalizada, levando muitos usuários a abandonarem a unidade sem receber diagnóstico ou medicação, mesmo apresentando quadros de dor aguda e desconforto físico severo.


Entre os depoimentos colhidos na unidade, o autônomo Sidney Gonçalves relatou a frustração de sua segunda tentativa frustrada de tratamento para uma inflamação no nervo ciático, alegando que o atendimento se limitou a medidas paliativas sem a resolução do problema base. A recorrência desses problemas nas unidades de pronto atendimento da cidade tem intensificado as críticas à gestão e à fiscalização do serviço público de saúde. Moradores presentes na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Mater Dei cobraram uma postura mais ativa da CML (Câmara Municipal de Londrina), questionando a eficácia da supervisão dos vereadores sobre as condições das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) fora do calendário eleitoral.


A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para prestar esclarecimentos sobre as queixas de falta de infraestrutura e o tempo de resposta às urgências, mas não houve manifestação oficial até o momento. A unidade, que ocupa as instalações do antigo Hospital Mater Dei, é estratégica para a rede de urgência e emergência do município, atendendo a uma vasta demanda da área central e bairros adjacentes. 


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