Com o início das aulas na rede pública de ensino marcado para a próxima semana, muitos pais e responsáveis entraram na reta final das compras de material escolar. Para quem deixou tudo para a última hora, a rotina tem sido de correria nas papelarias, equilibrando a necessidade de adquirir os itens exigidos pelas escolas e o desejo de agradar os filhos, sem comprometer ainda mais o orçamento familiar.
Há 15 anos atuando como professora, Edilena explica que todos os anos encaminha aos pais a lista de materiais solicitados para o período letivo. No entanto, ela reconhece que o momento da compra exige planejamento. Em uma papelaria da cidade, ao lado da filha Beatriz, o desafio é fazer as contas para garantir o essencial, mas também ceder aos apelos dos produtos mais atrativos para as crianças.
A situação se torna ainda mais onerosa para famílias com filhos na rede particular de ensino. É o caso de Isadora, cuja família, além do material escolar, precisa arcar com despesas de matrícula, mensalidade e uniformes, ampliando significativamente os gastos no início do ano letivo.
Mesmo na rede pública, o custo não é baixo. Seu Valderi conta que, apesar de os filhos estudarem em escola pública, os gastos com material escolar praticamente triplicam quando precisa comprar itens para mais de uma criança ao mesmo tempo.
O setor de papelarias aposta em novidades para atrair consumidores. Entre os lançamentos deste ano estão cadernos adaptados para estudantes autistas, cadernos inteligentes e modelos integrados a aplicativos, além dos tradicionais materiais básicos que continuam liderando as vendas.
De acordo com um levantamento recente realizado pelo Procon de Cascavel, a pesquisa de preços continua sendo a principal aliada dos pais. O estudo aponta que a diferença entre os valores de um mesmo produto pode chegar a 88%, o que reforça a importância de comparar preços antes de finalizar as compras.