Cidade

Palestras nas escolas de Londrina alertam sobre violência e incentivam denúncia

04 mar 2026 às 07:25

A Secretaria Municipal de Defesa Social, por meio da Guarda Municipal Escolar Comunitária (GMEC), levará ações de prevenção à violência intrafamiliar a cerca de 5.200 alunos do 4º ano, em 88 escolas da Rede Municipal de Ensino de Londrina, ao longo do primeiro semestre de 2026. A iniciativa conta com parceria da Secretaria Municipal de Educação e, neste ano, também da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, ampliando a divulgação dos serviços de proteção ao público feminino nas escolas. O projeto prevê palestras educativas, ações de sensibilização e panfletagem nas entradas das unidades escolares.



Neste ano, a ação teve início na Escola Municipal Francisco Pereira de Almeida, na região sul, e seguiu para a Escola Municipal Eurides Cunha, na região central. A programação continua na Escola Municipal Salim Aboriham, na zona norte, com atividades nos períodos da manhã e da tarde.


Em 2025, mais de 5 mil crianças já haviam sido atendidas apenas com palestras sobre o tema. A GMEC conta com quatro equipes, cada uma responsável por uma região do município, garantindo a abrangência das ações também nos distritos.


A supervisora do Grupamento Escolar, Kawanna Cristina de Lima, explica que o objetivo é ajudar as crianças a identificar situações de violência que muitas vezes passam despercebidas. “Também reforçamos a importância de contar para alguém e mostramos os caminhos para pedir ajuda. Abordamos ainda a Lei Maria da Penha, para que as crianças possam orientar mulheres da família que estejam em situação de violência”, destacou. Segundo ela, tem aumentado o número de relatos de crianças que presenciam agressões dentro de casa.


Durante as atividades, os alunos recebem material informativo com orientações sobre sinais de violência e canais de denúncia, como o telefone 153 da Patrulha Maria da Penha, além de contatos do Centro de Atendimento à Mulher (CAM) e da Delegacia da Mulher.


A secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Marisol Chiesa, ressaltou que a atuação conjunta amplia o alcance das informações, chegando também às famílias. “Muitas mulheres procuram atendimento após receberem informações por meio dos próprios filhos”, afirmou.


A gerente da Casa Abrigo Canto de Dália, Maria Lucimar Pereira, relatou um caso recente em que uma mulher conseguiu sair de uma situação grave de violência doméstica após receber um panfleto levado pelo filho da escola. O atendimento resultou no acolhimento da vítima e de seus filhos em local seguro, evitando um possível desfecho trágico.


O secretário municipal de Defesa Social, Felipe Juliani, destacou que a iniciativa fortalece a formação cidadã e contribui diretamente para a proteção das famílias. “Levar informação às escolas é promover prevenção, ampliar o acesso aos canais de denúncia e agir de forma rápida para interromper ciclos de violência e salvar vidas”, afirmou.

Veja Também