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Parque Nacional do Iguaçu reforça combate à caça ilegal com tecnologia e força-tarefa

07 jul 2026 às 12:19

Muito além das trilhas e das Cataratas, uma operação permanente acontece dentro dos mais de 170 mil hectares de floresta do Parque Nacional do Iguaçu. Com a chegada do inverno e o aumento da preocupação com a caça ilegal, equipes de fiscalização reforçam as ações para proteger a biodiversidade e combater crimes ambientais dentro da unidade de conservação.


O trabalho conta com o apoio de tecnologia e de uma força-tarefa formada por diferentes órgãos de segurança e proteção ambiental. O objetivo é identificar áreas de risco, impedir a ação de caçadores e preservar espécies ameaçadas, como a onça-pintada.


Com o uso de imagens de satélite, drones, GPS e plataformas de monitoramento geoespacial, as equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) conseguem transformar informações coletadas em campo em mapas e dados estratégicos para orientar as operações.


A tecnologia permite identificar regiões mais vulneráveis, acompanhar padrões de ocorrência e direcionar as equipes de fiscalização com maior precisão.


A atuação é integrada entre o ICMBio, Polícia Federal, Polícia Militar Ambiental e outros órgãos parceiros. Nos últimos quatro anos, as ações resultaram na identificação e destruição de 1.483 estruturas utilizadas para caça, localização de 102 acampamentos clandestinos e prisão em flagrante de 104 pessoas.


Entre 2025 e 2026, as investigações também levaram ao cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão.


Somente nos primeiros meses de 2026, foram realizadas 134 patrulhas integradas, com 80 registros de áreas utilizadas para possíveis crimes ambientais, 45 estruturas de caça destruídas e seis autos de infração lavrados.


Mesmo com o avanço da fiscalização, a caça ilegal continua sendo uma ameaça dentro do Parque Nacional do Iguaçu. Segundo o ICMBio, os criminosos também passaram a utilizar equipamentos mais modernos, como drones, dispositivos de visão noturna e sistemas de comunicação, exigindo uma atuação cada vez mais especializada das equipes.


Para combater essas práticas, os agentes já percorreram mais de 13,8 mil quilômetros dentro e no entorno da unidade de conservação, que abrange 14 municípios.


As informações reunidas durante as patrulhas alimentam sistemas de inteligência que auxiliam no planejamento das operações e tornam mais rápida a resposta contra crimes ambientais.

Apesar do esforço das instituições, a participação da população também é considerada fundamental. A orientação é que qualquer suspeita de caça ou outros crimes ambientais seja denunciada, contribuindo para a preservação de um dos maiores patrimônios naturais do Brasil, que neste ano completa quatro décadas do título de Patrimônio Mundial Natural concedido pela UNESCO.

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