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Perícia aponta nova velocidade em acidente com três mortes

31 ago 2026 às 15:11

Um novo laudo pericial, contratado pela família de uma das vítimas do acidente que matou três pessoas na zona norte de Londrina, aponta que o carro envolvido na batida estava a uma velocidade mínima de 97,67 km/h.


O acidente aconteceu no dia 8 de agosto, no cruzamento das ruas Omar Mazzei e Osvaldo Leite. O limite de velocidade no trecho é de 40 km/h.


O documento foi elaborado por um perito contratado pela família de Alexandre Bueno, de 51 anos, uma das três vítimas. Segundo o advogado da família, José Volpi, a perícia utilizou uma metodologia diferente da análise mencionada anteriormente no caso.


Para chegar ao resultado, foram consideradas imagens de câmeras de segurança, a dinâmica do acidente, mapas e os danos provocados nos veículos envolvidos na colisão.


Segundo o advogado, o novo laudo já foi juntado ao processo. Ele também afirmou que a família ainda não teve acesso ao laudo oficial da Polícia Científica, que teria apontado uma velocidade de aproximadamente 79 km/h.


Novos depoimentos


Além da nova perícia, a Polícia Civil ainda deve ouvir testemunhas que estavam em um salão de festas próximo ao local do acidente. Alexandre havia ido ao endereço para fechar o salão, que pertencia ao irmão, quando acabou sendo atingido.


De acordo com a defesa da família, os novos depoimentos podem ajudar a esclarecer pontos da ocorrência, incluindo um possível princípio de confusão, a prestação de socorro às vítimas e as circunstâncias relacionadas à velocidade do veículo.


Três pessoas morreram


O acidente deixou três mortos. O casal Brendon Ryan Romanholi, de 20 anos, e Giovana Pereira Leite, de 18 anos, estava em uma motocicleta atingida pelo carro.


Alexandre Bueno, de 51 anos, estava na calçada quando também foi atingido.


A família de Alexandre afirma que pretende acompanhar o andamento das investigações e buscar o esclarecimento completo das circunstâncias do acidente. O advogado sustenta que os familiares defendem que o caso seja analisado como homicídio com dolo eventual.


A classificação, porém, depende da apuração da Polícia Civil e das decisões tomadas ao longo do processo.

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