A Polícia Federal de Londrina deflagrou, nesta manhã, o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão como parte de uma mobilização nacional contra a importação e comercialização ilegal de medicamentos. A operação concentrou os trabalhos na região norte do Paraná, sendo três mandados executados em Londrina e outros dois na cidade de Arapongas. O foco da investigação são as famosas "canetas" e ampolas utilizadas para o emagrecimento, que estariam sendo trazidas para o país e vendidas sem as devidas autorizações dos órgãos reguladores.
Em Arapongas, os agentes federais realizaram buscas em dois endereços diferentes que estavam vinculados a um mesmo investigado. Já em Londrina, a movimentação policial ocorreu em pontos ligados a um homem e também a um casal, todos suspeitos de participar do esquema. Durante as buscas, as equipes conseguiram apreender diversos aparelhos telefônicos, que são considerados peças-chave para entender como funcionava a rede de distribuição desses produtos emagrecedores, que ganharam fama no mercado paralelo nos últimos meses.
Embora o foco fosse o comércio, os policiais encontraram poucas ampolas de medicamentos com os alvos desta manhã. Em depoimento preliminar, um dos investigados afirmou que o material seria apenas para uso próprio, tentando justificar a baixa quantidade encontrada. No entanto, a Polícia Federal informou que a investigação prévia já reuniu fortes indícios de que os produtos eram destinados à venda. O material foi recolhido e passará por análise técnica para confirmar a composição das substâncias encontradas nos frascos.
Com a apreensão dos celulares, as investigações agora entram em uma nova fase, focada na extração de dados e conversas que possam detalhar o lucro do grupo e a origem dos remédios. Além disso, a Justiça Federal já autorizou que informações sejam solicitadas diretamente às plataformas de redes sociais, onde o comércio clandestino costuma ser anunciado. A polícia quer identificar não apenas quem vende, mas também os fornecedores que abastecem esse mercado ilegal, garantindo que a saúde pública não seja colocada em risco por produtos sem controle sanitário.