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“Podemos dormir em paz”, diz padrasto após condenação de Ricardo

17 set 2026 às 19:16

Gustavo Cunha, padrasto de Eduarda Shigematsu, comentou a condenação de Ricardo Seide após o encerramento do julgamento nesta quinta-feira (17), no Tribunal do Júri de Maringá. Emocionado, ele afirmou que o resultado era esperado pela família e que, finalmente, Ricardo responderia pelo homicídio da filha.


Durante a entrevista, Gustavo também falou sobre o sofrimento vivido por Jéssica Pires, mãe de Eduarda, ao longo dos anos. Segundo ele, a família carregou sentimentos e esperou pelo desfecho do processo, que teve oito adiamentos. Com a decisão, ele relatou que o casal poderá dormir em paz, após lutar para que a justiça fosse feita.


Eduarda morreu em abril de 2019, aos 11 anos, e foi encontrada enterrada no quintal de um imóvel da família, em Rolândia. O julgamento terminou com a condenação de Ricardo Seide e a absolvição de Terezinha de Jesus Guinaia, avó paterna da menina.


Laudo apontou esganadura

Durante o depoimento do médico legista, o profissional afirmou que as lesões encontradas no pescoço, queixo e região cervical de Eduarda são compatíveis com esganadura. A informação foi apresentada durante a sessão e integra os elementos analisados no julgamento.


Ricardo respondia a acusações relacionadas à morte da filha e à ocultação do corpo. Já Terezinha de Jesus Guinaia, avó paterna da menina, também era ré no processo e respondia por acusações relacionadas à ocultação do cadáver e falsidade ideológica. As defesas dos dois contestaram as acusações.


Relembre o caso

O crime aconteceu em 24 de abril de 2019, em Rolândia. Eduarda Shigematsu, de 11 anos, foi encontrada morta e enterrada no quintal da casa onde morava com o pai.


Ricardo Seide respondia por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Durante o processo, ele negava ter matado a filha, mas afirmava que havia escondido o corpo após a menina ter tirado a própria vida.


A avó paterna, Terezinha de Jesus, também respondia ao processo. Segundo o Ministério Público, ela teria ajudado a esconder o corpo, acusação negada pela defesa. Ao final do julgamento, Terezinha foi absolvida de todas as acusações.

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