A Polícia Militar do Paraná identificou o suspeito de furtar o estepe de um veículo na Vila Ipiranga, região central de Londrina. O crime ocorreu na Rua Mato Grosso, esquina com a Rua Bartolomeu Bueno, e foi registrado por câmeras de segurança. Segundo a polícia, o homem foi identificado como “Aviãozinho”, indivíduo que já possui histórico de passagens.
As imagens do circuito de monitoramento mostram que o homem agiu com rapidez. Ele se aproxima do veículo, verifica a movimentação ao redor e abre o porta-malas em poucos segundos. Após retirar o pneu reserva, o suspeito deixa o local rapidamente. A agilidade na execução do furto sugere, de acordo com as autoridades, que o indivíduo possui experiência nesse tipo de prática criminosa.
O capitão Emerson Castro informou que a dinâmica do crime dificultou qualquer reação de testemunhas, devido ao curto espaço de tempo da ação. A Polícia Militar orientou que o suspeito se apresente voluntariamente à delegacia para colaborar com as investigações. Equipes realizam buscas na região para localizar o homem e recuperar o item furtado.
Recentemente, uma onda de furtos de estepes tem preocupado comerciantes e motoristas na região sul de Londrina, especialmente na Gleba Palhano. Em uma loja de pneus, o aumento na procura por reposição de rodas e pneus chamou a atenção da gerente comercial Neuza Leal. Segundo ela, a maioria das vítimas teve o item furtado enquanto os veículos estavam estacionados no bairro. Não há um modelo específico de carro visado, o que indica que qualquer veículo pode ser alvo dos criminosos.
Um dos pontos considerados críticos é o trecho da Avenida Ayrton Senna da Silva, logo após a rotatória com a Avenida Madre Leônia Milito. A área, cercada por plantações e com pouca presença de edificações, apresenta baixa circulação de pedestres e ausência de monitoramento comercial direto, fatores que facilitam a ação rápida dos suspeitos sem levantar suspeitas.
Apesar do aumento nos relatos, a Polícia Militar de Londrina enfrenta dificuldades no combate ao crime devido à falta de registros oficiais. O capitão Emerson Castro alerta que muitos motoristas deixam de registrar o Boletim de Ocorrência (BO), o que impede a identificação de manchas criminais e o reforço do policiamento nos horários mais críticos.