Cidade

Polícia suspeita que jovem tentou fugir antes de queda de prédio

26 ago 2026 às 11:04

Novas evidências levantadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) indicam que Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, teria tentado fugir das agressões antes de cair de um prédio na Zona Leste de Londrina, no dia 14 de agosto.


Segundo a investigação, o rapaz teria deixado o apartamento e tentado acessar uma sacada no andar de baixo, onde acabou caindo. No apartamento vizinho, os investigadores encontraram pegadas e redes de proteção esgarçadas, indícios que podem reforçar a hipótese de uma tentativa de fuga.


Além disso, uma testemunha teria visto Alexandre tentando escapar pouco antes da queda. O relato agora será confrontado com as demais provas reunidas no inquérito.


Apesar das novas evidências, a dinâmica exata da queda ainda não foi confirmada. A Polícia Civil aguarda os laudos da Polícia Científica e o exame toxicológico para esclarecer o que aconteceu nos momentos que antecederam a morte.


Suspeita de tortura


O caso aconteceu em 14 de agosto. Segundo a investigação, Alexandre teria sido sequestrado, mantido em cárcere privado e agredido por quatro jovens que moravam no apartamento.


A motivação estaria relacionada ao suposto furto de uma câmera profissional, avaliada entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, além de outros pequenos furtos de dinheiro.


De acordo com os depoimentos, o jovem teria sido amarrado e submetido a agressões. Um dos investigados admitiu ter usado um cabo de extensão elétrica para prender os braços e as pernas da vítima. Alexandre também teria recebido dois comprimidos de alprazolam.


A investigação aponta que os efeitos do medicamento podem ter provocado redução da capacidade psicomotora do rapaz.


Quatro envolvidos foram presos em flagrante. A namorada de Alexandre e outra moradora do apartamento foram liberadas depois de prestar depoimento. Um amigo da jovem também teria tentado acionar a Polícia Militar para denunciar a situação.


Investigação continua


Com as novas evidências, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que os envolvidos respondam por tortura com resultado morte, caso fique comprovado que a vítima morreu em consequência da tentativa de fugir das agressões.


Ainda existe a necessidade de esclarecer se Alexandre conseguiu chegar à sacada por conta própria durante a fuga ou se houve alguma intervenção dos suspeitos.


A Polícia Civil pediu a prorrogação do prazo para concluir o inquérito por mais 14 dias. Os resultados da perícia e do exame toxicológico devem ser fundamentais para definir a dinâmica da morte e a responsabilidade de cada envolvido.

Veja Também