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Por dentro da penitenciária: Tarobá acompanha rotina e protocolos de segurança em Cascavel

21 ago 2026 às 12:58

A equipe da Tarobá teve acesso exclusivo à Penitenciária Estadual Thiago Borges de Carvalho, em Cascavel. A visita ocorreu após denúncias relacionadas à estrutura da unidade e às condições enfrentadas pelos presos.


Classificada como uma área de segurança máxima, a penitenciária foi inaugurada em 2007 e está localizada em uma área afastada do perímetro urbano de Cascavel. Atualmente, mais de 1.800 homens cumprem pena no local.


Antes mesmo de entrar na unidade, a equipe precisou passar por uma série de protocolos de segurança. O primeiro procedimento foi a identificação. O celular foi deixado na portaria e, na sequência, houve passagem pelo detector de metais e revista pessoal.


Somente depois de cumprir todas as etapas e sem nenhum objeto nos bolsos foi possível avançar para a área interna da penitenciária.


Um grande aparato de segurança acompanha cada deslocamento. Logo nos primeiros metros, chama a atenção a quantidade de grades e barreiras utilizadas para controlar o acesso aos diferentes setores.


Entre visitantes e presos, estruturas de ferro separam os ambientes e restringem a circulação. Acima dos pavilhões, a chamada grelha permite que policiais penais circulem pelo alto e mantenham a visão dos corredores.


As câmeras de segurança também fazem parte da rotina. Espalhados pela unidade, os equipamentos permitem o monitoramento de diferentes pontos e ajudam as equipes a identificar situações que possam representar risco.


Toda essa estrutura, porém, foi projetada para uma quantidade de presos muito menor. A penitenciária foi construída para receber cerca de 800 pessoas, mas atualmente abriga mais de 1.800.


A diferença entre a capacidade original e o número atual de presos representa mais do que o dobro da previsão inicial e coloca a superlotação no centro das preocupações relacionadas à unidade.


Mesmo diante desse cenário, a Polícia Penal afirma que a situação permanece controlada e que os protocolos de segurança são mantidos para garantir o funcionamento da penitenciária.


Rotina atrás das grades

Por trás das grades e dos rígidos protocolos de segurança, existe uma rotina organizada para os presos.

Os internos seguem horários determinados para as diferentes atividades. Entre os mais de 1.800 apenados, mais de 600 trabalham dentro da própria unidade.


O trabalho é apresentado como uma oportunidade de ressocialização e preparação para uma nova etapa da vida após o cumprimento da pena. Para as empresas envolvidas, a iniciativa também representa uma forma de participação social.


A visita da Tarobá também permitiu acompanhar parte da estrutura utilizada para manter a rotina da penitenciária e conhecer os procedimentos adotados pelas equipes responsáveis pela segurança.


Em uma unidade de segurança máxima, treinamentos, investimentos em equipamentos e aperfeiçoamento das técnicas fazem parte da rotina dos profissionais.


A equipe também acompanhou uma simulação de situação de crise, demonstrando como os agentes são preparados para responder diante de ocorrências que possam ameaçar a segurança do complexo.


O acesso exclusivo permitiu conhecer de perto uma estrutura que normalmente permanece distante dos olhos da população. Entre grades, câmeras, barreiras e protocolos rígidos, a penitenciária tenta conciliar segurança, funcionamento da unidade e ressocialização.


O desafio, porém, permanece ainda maior diante da superlotação: manter uma estrutura projetada para cerca de 800 pessoas funcionando com mais de 1.800 presos.

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