A Prefeitura de Toledo anunciou nesta quarta-feira (06) a contratação emergencial da Associação Beneficente de Saúde Hoesp, administradora do Hospital Bom Jesus, para assumir a gestão do Hospital Regional de Toledo (HRT). O anúncio foi realizado durante coletiva de imprensa no Auditório Acary Oliveira, no Paço Municipal.
O contrato emergencial, de número 302/2026, entrou em vigor nesta quarta-feira e terá validade de 12 meses. A medida ocorre após a rescisão unilateral do contrato entre o município e o Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas), antigo responsável pela administração da unidade hospitalar.
Durante a coletiva, o prefeito Mario Costenaro afirmou que a gestão municipal inicia um “novo tempo” na condução do hospital e destacou que a decisão foi tomada diante da necessidade de garantir atendimento à população.
“Toledo não pode esperar. Estamos agindo com uma responsabilidade muito grande e encontramos parceiros que caminharam conosco na busca dos melhores caminhos”, declarou o prefeito.
Segundo Costenaro, além da contratação emergencial, o município também iniciará a elaboração de um novo edital de licitação para definir um modelo permanente de gestão para o hospital.
“Estamos aqui na assinatura de um contrato emergencial com a Hoesp, que será a nova gestora nesse período. Temos a condução de uma instituição séria, que vai nos dar a garantia de um melhor atendimento, com foco no cidadão”, afirmou.
O prefeito também destacou que o novo processo licitatório exigirá tempo e planejamento para buscar um modelo considerado mais eficiente para o atendimento da população.
A contratação emergencial foi viabilizada após a publicação do decreto que declarou situação emergencial em saúde no município. A medida permite legalmente a adoção de ações imediatas para assegurar a continuidade dos serviços prestados pelo Hospital Regional.
A rescisão do contrato com o Ideas ocorreu após apontamentos de inexecução parcial reiterada do contrato, conforme relatório final da comissão processante responsável por acompanhar os serviços prestados no hospital. O documento recomendou sanções administrativas, incluindo multa, suspensão de contratar com o município e a rescisão contratual.