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Prefeitura decide fechar CMEI que já foi alvo de denúncias em Cascavel

28 out 2026 às 12:56

O Centro Municipal de Educação Infantil (CME) Geraldo Figueiredo, no bairro Santa Cruz, é frequentado por mais de 30 crianças, pequenos que já se acostumaram com a rotina escolar e os professores no local. Mas, o anúncio de uma mudança pegou pais e responsáveis de surpresa. 


Depois de ter sido alvo de denúncias de agressões contra crianças, o CMEI volta ao centro de outra polêmica, o anúncio de que o local será fechado a partir do ano que vem e passará a funcionar apenas como um centro para atendimento de alunos atípicos. O comunicado veio após uma reunião realizada com a Secretaria de Educação e os responsáveis. 


A decisão preocupa os pais, que já têm uma rotina estabelecida com a unidade. O Juliano Galvão é um desses responsáveis, que agora pensa no transtorno que será causado com a mudança: "É complicado, a gente não esperava isso. É um CMEI que sempre foi ótimo e a gente foi pego de surpresa", coloca. 


A mãe de um aluno do CMEI, que preferiu não se identificar, conta que o motivo informado aos pais pelo CMEI foi o corte de gastos, e que a unidade passaria a ser destinada exclusivamente ao atendimento de alunos atípicos. Ela questiona a decisão: "Porque não manter nossos filhos aqui, seriam menos gastos. Como eles vão arrumar professores se já informaram que estão com dificuldades para arrumar professores", coloca. 


Os pais questionam a decisão de encerrar as atividades logo após a denúncia e ainda cobram explicações sobre o destino dos alunos. Mesmo com a polêmica, alguns responsáveis disseram que "as coisas mudaram" no local e que gostariam de manter os filhos na unidade: "Eles nos chamaram em cima da hora, está sendo uma unidade excelente mas o corte de gastos não justifica porque vão ter mais gastos com as crianças atípicas", coloca. 


Uma das mães ainda lamentou não haver uma discussão a respeito das mudanças, apenas uma determinação: "A gente não foi informado antes, a gente não votou nisso, simplesmente soltaram essa bomba na nossa mão e agora vamos ter problemas para adaptar as crianças novamente", desabafa. 


Com a dificuldade em conseguir vagas no centros muncipais, o fechamento preocupa ainda mais os responsáveis que dependem do espaço para o cuidado dos pequenos. 


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