Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cidade
Londrina e região

Prisão de Marcos Panissa no Paraguai encerra capítulo de impunidade de 37 anos

Autor do assassinato de Fernanda Estruzani foi localizado pela Interpol; pena prescreveria em 2028 se o condenado não fosse capturado em operação internacional.
16 abr 2026 às 19:50
Por: Portal Tarobá

A prisão de Marcos Campinha Panissa no Paraguai encerra uma busca de mais de três décadas pelo autor de um dos crimes mais violentos de Londrina. A captura ocorreu nesta quarta-feira (15), no Paraguai, por meio de cooperação internacional entre a Polícia Federal e a Interpol. Panissa foi condenado pelo assassinato de sua ex-companheira, Fernanda Estruzani, morta com 72 facadas em agosto de 1989. Como a pena prescreveria em 2028, as autoridades consideravam a localização do foragido uma prioridade para evitar a impunidade definitiva do caso.


A promotora Susana de Lacerda afirmou que o episódio marcou sua trajetória profissional pela brutalidade empregada contra a vítima. "Para mim, enquanto promotora do tribunal do júri, foi, enquanto mulher também, foi algo que me marcou muito", declarou Susana, que atuou na acusação durante o julgamento realizado em 2008. Segundo ela, a forma como o crime foi executado demonstrou uma crueldade extrema que foi reconhecida pelo conselho de sentença.


A acusação detalhou que a vítima não teve chances de defesa, pois estaria dormindo no sofá de sua residência quando o ataque começou. Para refutar a tese da defesa de que o réu teria agido sob violenta emoção, a promotora realizou uma simulação do tempo necessário para desferir 72 golpes de faca. "Uma faca para entrar no corpo de uma pessoa, para se retirar, é um tempo longo, então é um crime que houve uma reflexão para ser adotada", explicou Susana. Durante a sessão, o Ministério Público apresentou aos jurados um cobertor ensanguentado utilizado na cena do crime como prova do impacto da violência.


O histórico jurídico do caso registra que Panissa respondeu ao processo em liberdade nos primeiros anos da década de 1990 antes de fugir do país. O réu só pôde ser julgado à revelia em 2008 graças a uma alteração no Código de Processo Penal, que passou a permitir julgamentos sem a presença física do acusado em plenário. A condenação final foi fixada em 19 anos e 6 meses de reclusão. No Paraguai, o foragido utilizava uma identidade falsa, possuía bens e já havia constituído uma nova família.


Com o cumprimento do mandado de prisão em território paraguaio, as autoridades brasileiras devem iniciar os trâmites para a extradição de Panissa. O condenado deverá ser transferido para o Paraná para iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Cidade
Imagem de destaque

Fiscalização da CMTU retira veículos abandonados em Londrina

Cidade
Imagem de destaque

MP denuncia mãe de menor suspeito de ataque em Campo Mourão

Cidade

Suspeito morre ao ser baleado por PM em chácara em Cambé

Cidade

Prefeitura de Cascavel lamenta morte de aluna de 8 anos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Passageira denuncia estupro durante corrida por aplicativo

Cidade
Londrina e região

Duas crianças são resgatadas em situação de abandono em Londrina

Cidade
Londrina e região

Funcionários de shopping de Londrina são retirados após furto

Cidade
Londrina e região

Londrina tem semana com chuva e clima menos gelado

Cidade
Londrina e região

Motorista causa sequência de batidas no Centro de Londrina

Podcasts

PodFala com Tai | EP 19 | Dan e Juca - A Arte de Construir uma Carreira

Conversa com Nassif| EP 17 |Nelson Barizon e Dayane Lucas - A Evolução do RH com a Admita

Arte do Sabor Podcast | EP 2 | The Carbohydrate Myth in Nutrition | Rafaela Gouveia

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.